dança triste (ou a melancolia do som)


uma dança fria eu danço nu
o arrepio latente na pele
balé efêmero, pulso propele
o ritmo é denso, mas também cru
.
um bailar soturno bailo sozinho
o ventre impele o calafrio
fermentado na lascívia do cio
suor gelado flui como vinho
.
balas voam em minha direção
estilhaços empilham-se no chão
perfuram carne, encerram canção
.
o corte entranhado me doeu
o sangue que verte quente é teu
tua dança triste eu danço no breu

Like what you read? Give joão. a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.