morte ao automático (ou ode à decadência moderna)
Jul 27, 2017 · 1 min read
flor morre, engolida em labareda
tal cédula de cobre não carrega
não se liga à tomada, não pega
em petulância some a vereda
.
vou almejando que ligue, mas nega
parto a tela, desmancho escrita
em meio aos cacos, a preta tinta
reviro os restos e às mãos chega
.
fluído negro que em torrente corre
mazela entre meus dedos escorre
vil sutileza não suporta, morre
.
as luzes desligam, nada socorre
espero que entre o breu se enterre
cacos de vidro, ácido transcorre
