Manifesto distópico

Presenciamos uma sociedade subversiva. Nos tornamos organismos de um sistema cruel do qual somos vítimas e assassinos. Um sistema que se autocritica pelas suas más escolhas, pelo seu descomprometimento e pela supervalorização do que ele resulta: a luxúria monetária, o vômito midiático, o escárnio político, a burrice religiosa, a cegueira social e a sarjeta. Um sistema que se veste de cordeiro para se alimentar da depravação que ele mesmo causa.

Nesse berço de retroalimentação, lançamos o projeto Distopia.

Logo de início, esclarecemos que essa não é uma publicação comum. Não pretendemos dizer o que você espera ouvir ou muito menos publicar o que você espera ler — e frequentemente não iremos — ; não vamos propagar a cultura massificada, fútil e mastigada; nem somos entusiastas procurando vender a estupidez e os espasmos morais disfarçados de literatura instantânea, informações pseudo-inteligentes ou editoriais pré-fabricados.

Não temos o compromisso de atingir o grande público, nem a ânsia pela fama e reconhecimento. Não recorreremos à politização livre ou à problematização dos empasses sociais para fazer dessa publicação mais um objeto das discussões regurgitadas e sem embasamento.

Idealizamos um periódico de livre expressão, no qual poderemos externar aquilo que nos sufoca, uma forma de estar desconectados e desprendidos dos julgamentos e das amarras. Aqui, trataremos de qualquer assunto, diremos o que precisar ser dito, veicularemos nossas opiniões usando do que for necessário para expor, sem eufemismos, o que queremos expor.

Dessa forma, iniciamos esse movimento distópico.

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