Antes e depois.
O tempo passou e as evidências de ti ainda residem aqui, embora tua visita tenha sido breve e passageira.
Houve aquele tempo em que acreditávamos ser aquilo e nada mais. E de fato nada fomos por medo da distância que morava nos dias seguintes do nosso último adeus.
Mas eu te vi de novo. E me afetou.
Porque afeto não morre com o tempo, mas se fortalece com nossos esporádicos reencontros que realçam novamente as marcas de nós que deixamos um no outro.
Ainda que achássemos que nada mais seriamos, cá estamos nós, passadas as distâncias e os tempos, re-dedicando um ao outro nossos afetos há tanto adormecidos.
Mudamos, no entanto. Amadurecidos sabemos que de fato nunca fomos e nunca seremos. Somos, portanto, uma nova versão de nós. Dois com um vinculo caloroso de quem sabe que no outro existe mais do aquilo que o os outros – que não são nós - podem ver.
Eu te vejo diferente hoje. E me vejo diferente, também. Não me vejo contigo, apesar de tudo. Porque somos singulares, interligados por um intangível fio de afeto imortal recentemente reatado.
Eu que um dia te quis tanto, hoje te quero bem.
E não me importa com quem.