O “marketing” utilizado em baladas locais de Belo Horizonte.

Atualmente, em Belo Horizonte, nos deparamos com várias polêmicas relacionadas às casas noturnas por cobrar preços, às vezes, altos para homens e, para as mulheres, a liberação do famoso “off”.

Como profissional de marketing, enxergo o mercado atual utilizando estratégias arcaicas — ou inconvenientes — para atrair o público para as baladas. A começar por promoters que são muito invasivos. Entram no seu perfil, chamam no inbox e começam a encher você de informações desnecessárias, que poderiam ser evitadas se fossem utilizadas, de maneira correta, as tantas funcionalidades que o Facebook Ads traz para a publicidade.

Mas o ponto que quero chegar é que, hoje, talvez não por maldade, mas sim por “estratégia”, muitos produtores oferecem o benefício do “off” para mulheres com a finalidade de atrair mais homens aos locais de diversão.

Parando para analisar, se você oferece conteúdo, entretenimento e preço justo, com certeza você vai engajar mais pessoas para sua casa/boate/pub. As mulheres, infelizmente, são tratadas como objeto para promover e até mesmo encher locais. Entretanto, temos que pensar que estamos evoluindo e tratando de um problema sério chamado “igualdade de gênero”. Devemos agregar pessoas, e não diminuir qualquer indivíduo, independentemente do benefício oferecido.

Se queremos ser bons profissionais, precisamos parar e pensar. Não estamos falando somente com um tipo de público; falamos com vários e, no momento da fala, devemos dialogar universalmente. Afinal de contas, sãos eles que compram o seu sucesso.

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