Primeira frase!
Ufa! Já foi.
Foi-se com um plus, um parágrafo vazio. Sem-vergonha. Só para destacar o que me amedronta. Sim, detesto iniciar um texto.
Mas já que passou, posso me concentrar no que quero realmente falar.
Sim, tenho algo a lhe dizer. Algo que pode mudar a sua vida.
Você sabe.
Sabe aquele “mi mi mi” de que só você pode mudar algo? É, parcialmente verdade. Sua iniciativa diz muito do tamanho da mudança. Mas só, nenhum pássaro ( ou elefante, hiena, caramujo e — olha só — nem mesmo o egoísta do gato ) faz verão. Verão.
Não.
Não era isso que tinha em mente. Quero contar outra coisa. Maior! Melhor! Dois em um!
Um dia! Dia desses da cerveja na goela, da alegria nas pernas zanzando, da mão n@ moren@-loir@-ruiv@ que você nunca mais viu. Da saudade de quem nunca esteve aqui, por isso sequer partiu. Da chuva alcoólica em cima dos corações do capital. Da internacional egoísta na esquina, que não muda nada e muda tudo.
Acho que era sobre isso.
Cadê os meus medos e devaneios aí em cima? Cadê meu choro particular? Que não toca coração algum, mas quer fazer E-XA-TA-MEN-TE o contrário? Cadê meu nexo, meu sexo, meu casulo rompendo?
Borboleta?
O saber!!! Era sobre isso o texto!!! Adoro exclamações!!!
O saber que nos é negado no dia a dia, a sacanagem natural do ser, sem a humilhação social de ser.
A vida correndo sem trilhos, sem grilos, e sem punição por não ler a cartilha ( do papa, do estado, do partido, do proletário, do milionário, do babaca otário que corre atrás das suas sete mulheres prometidas pelo IBGE ). Só ação, inspiração, reflexão e reação.
“Isso não paga aluguel, isto não banca motel, isso não compra amor, e faz mal no calor.”
De fato. Me falta tato para o básico da vida. E para o resto, me falta ser quadrado. Me falta uma manada. Graças a qualquer-coisa-inteligente-que-tenha-nos-criado ( Deus, pra facilitar )!
Que demore o dia em que eu faça sentido, pois aí já não restará mais nada de mim.
Nem de ti. Nem deles, que estão por aí.
Finalmente!!!! <<< ( não clique aqui )…
Obs: se chegou até o fim, os seus “dizeres” são bem-vindos: pablobalieiro@gmail.com
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