Acaso

Integro a pior trupe. Aquela onde os membros têm o clássico dom de idealizar relacionamentos impossíveis e pecam rotineiramente pela costumeira inocência de acreditar no acaso. Sou destes que entendem que pequenas decisões realizadas no dia-a-dia podem influenciar diretamente no futuro - Seja numa irrelevante alteração de rota para chegar ao trabalho ou numa saída noturna casual.

Levando tudo isso em consideração, não posso deixar-me esquecer do dia em que lhe adicionei “aleatoriamente” numa rede social. Você apareceu ali pra mim, recheada de amigos em comum. Admito que havia visto seu perfil apenas por alto, mas algo ali me chamaria atenção e (posteriormente) faria com que eu lhe enviasse uma solicitação de amizade.

Sim, ainda me lembro de tudo isso — não me veja como um paranóico, por favor — Lembro também de que naquela época você completava sua mudança para o interior há pouco (Ok, não tão pouco assim). Foram diversas conversas rasas até 2016/17, quando estranhamente nos aproximamos via “internê”.

O que mais me surpreende foi a forma repentina em que nos conhecemos. Foi tão inesperado e curto que até hoje me pego pensando em ti e lembrando daqueles aproximados 120 minutos em que pude sentir teu abraço, cheiro e aconchego.

Hoje — ou mais precisamente nos últimos instantes desta terça-feira — recebi uma das piores mais inimagináveis notícias: sua partida para o uma lugar ainda mais distante. Sabe, é inevitável não me questionar se te verei novamente um dia.

Já são 1h29 a.m. e a minha mente não me deixa dormir. Em dado momento consigo apenas obter três certezas:este texto não chegará a nenhuma grande conclusão; gosto muito de você; um dia a gente se encontra na Avenida Brasil ou em Copacabana.

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