Pesquisas eleitorais

Eu sei, eu sei, eu sei...
São apenas pesquisas.
Eu sei também que, sim, podem influenciar os resultados, principalmente de brancos, nulos e indecisos.

Sabemos quem pagou as contas do Ibope contratadas pelo governo Dilma no período eleitoral, de acordo a delação do diretor financeiro JBS.

Sabe-se que os institutos de pesquisas perderam credibilidade, principalmente em São Paulo.

Mas gostaria de chamar a atenção para um livro muito interessante sobre estatísticas e pesquisas: "Como mentir com estatística" de Darrel Huff.

Observe quando Globo, Ibope, Datafolha apresentam os resultados usando as técnicas ensinadas nesse livro.
O livro não ensina mentiras, mas como contar aquilo que interessa com os dados.

Exemplo1: dois candidatos crescem. 
Um se diz: cresceu, aumentou, saltou.
O outro: oscilou.
Assim, se dá a impressão que um tem uma tendência de crescimento constante, enquanto o outro parece subir e descer.

Exemplo2: dois candidatos caíram. 
Um se diz: caiu. 
O outro: diminui, reduziu, oscilou.
Assim, se dá a impressão que um tem tendência de continuar caindo, enquanto o outro parece que pode voltar a crescer.

Não são mentiras. É um jogo de palavras para influenciar.

Recomendo a leitura e o Bill Gates também.