Quem é importante?

Uma das coisas comuns em empresas, sociedades e parcerias é o reconhecimento da importância da outra pessoa para o sucesso do negócio como um todo.

Os egos tendem a esquecer o passado e querer brilhar sem ninguém ofuscando. Um desafio difícil de contornar quando há alguém muito egoísta e egóico entre os envolvidos.

Quando o negócio vai mal, os egos entram no modo ofensivo e as acusações contra outros se acumulam.

As mágoas crescem e a falta de conhecimento, esquecimento ou reconhecimento do que o outro fez e faz ficam muito evidentes.

Quando uma empresa me chama para um trabalho, uso uma metodologia cujo objetivo é expor a importância de cada um para com todos. A visão deve ser sistêmica e individualizada, pois sem o conhecimento da importância do outro, dificilmente haverá reconhecimento espontâneo e valorização mútua.

Um caso real

Uma empresa de sucesso começou com uma pessoa que soube identificar um "oceano azul", teve um insight, criou uma ideia, desenvolveu a Estratégia e o Planejamento. Ele sabia como dar início ao processo - Start-it-up - apesar da pouca expertise na tecnologia necessária para o negócio digital.
Conversou com um amigo, profissional da área digital, que adorou a ideia e disse que queria ser sócio oferecendo sua expertise.
Assim, formaram a sociedade:
- um entrou com a "ideia" (pensar, criar e fazer a estratégia e planejamento);
- o outro com a “execução” da ideia (pensar e fazer o desenvolvimento digital).

Sentiram falta de dinheiro no processo do MVP e convidaram uma pessoa com capital e bom na área comercial para fazer parte do negócio. Ele adorou a ideia, a maquete da ponte e deu uma ideia para “melhorar” a forma da apresentação do produto final. Ele comprou uma parte das ações dos outros dois e se tornou sócio.

Resumo das contribuições:

- 1o: "uma ponte! É essa a oportunidade para desenvolver o mercado e ter um negócio lucrativo com o pedágio”;

- 2o: “vamos construir uma ponte estaiada que é mais rápida e barata;

- 3o: “ vamos pintar a ponte de cor de rosa”.

A ponte estaiada cor de rosa se tornou um sucesso e vários países quiseram ter uma ponte igual.

Passados alguns meses, muitos investidores quiseram participar da empresa e aportaram com muito dinheiro no caixa.

O 2o e o 3o sócios, cujos egos grandes “esqueceram” quem começou a empresa com uma ideia original e trataram de colocar de escanteio o 1o sócio, pensando que ele já era dispensável para o negócio.

Passados alguns meses e muito jogo sujo, conseguiram tirar o 1o sócio da empresa. Passado mais um semestre, o negócio saiu do controle e contrataram uma consultoria.

Quais os motivos da má performance?

A saída do sócio que era a essência da empresa foi o diagnóstico. Trazê-lo de volta é importante para o negócio.

Mas como trazer alguém de volta depois da ausência de reconhecimento e tantas sacanagens?

Impossível! A empresa acabou.

São tantas e tantas histórias que li, estudei e conheço pessoalmente, que me sinto muito a vontade para trabalhar com este serviço.