Vietnã: Soberania do modo de vida em Hepa

Instituto Pacs
Jul 5 · 13 min read

Aldeia nativa e centro de formação

Introdução

No Vietnã, em meio à presença da memória coletiva da guerra, o economista Marcos Arruda visitou HEPA (sigla em inglês para Área de Prática de Ecologia Humana), um núcleo territorial de educação ecológica que inclui 12 diferentes grupos étnicos locais e forma moradores com base nas demandas das aldeias, propondo assim um desenvolvimento debaixo para cima.

A experiência de HEPA é tema de um dos capítulos do livro “Vivendo o Futuro no Presente”, no qual o economista Marcos Arruda compartilha aprendizados de uma viagem feita em 2015, a três países do Oriente — Butão, Laos e Vietnã — onde, no contato com histórias e realidades profundamente diversas entre si, fez descobertas que dão força — e de certa forma ilustram — noções de desenvolvimento centradas na promoção da vida.

Meu sentimento ao visitar o Vietnã

Visitar o Vietnã para mim seria uma grande emoção. De onde veio esta ligação tão profunda com este bravo povo, tão distante do Brasil?

Não tão distante assim! O Vietnã sofreu a opressão de diversas potências imperiais, perdeu milhões de pessoas em incessantes guerras de invasão estrangeira, e mobilizou-se com surpreendente coragem para defender seu território e sua dignidade enquanto povo e nação. Cheguei a Hanoi com o sentimento de que eu estava pisando em território sagrado, batizado pelo sangue de milhões de bravas gentes que resistiram, lutaram, morreram e venceram! E ainda me deram força para aguentar os carrascos da ditadura empresarial-militar no Brasil, sem entregar ninguém.

Quando os torturadores da Operação Bandeirantes (OBAN), em São Paulo, me desceram do pau-de-arara, eu estava semi-morto. Eles haviam berrado no meu ouvido, enquanto me davam choques elétricos: “Sua guerra acabou! Colabora e tudo isso acaba. Você não acha que vale mais vivo do que morto?” E quando, na manhã seguinte, antes de ser levado para o Hospital Militar, me trancaram num banheiro com outros presos, um deles, que me conhecia na militância, vendo-me deformado pela tortura, perguntou:

- “Marcos, que devo fazer para aguentar a tortura?” E me ocorreram três posturas e três mananciais de resistência. Um era meu sentimento de que a guerra não é “minha”, mas sim nossa. Guerra de libertação do nosso povo, e de todos os povos do mundo, pela verdadeira democracia, pelo fim de todas as ditaduras e de todas as formas de opressão.

- “Um dos meus mananciais de resistência”, eu disse, “é o povo vietnamita — os Vietcongs e o Vietnã do Norte. O sentimento de que eles e nós somos irmãos na mesma luta pela liberdade me deu força para aguentar a tortura, sim! Eles expulsaram outros invasores e agora lutam contra o potentíssimo Exército dos EUA que invadiram seu país. O mesmo Exército que treina brasileiros a torturar e matar em nome da cobiça e da desigualdade. Eles torturam e matam os vietcongs, eles matam com bombardeios e sem escrúpulos milhares de civis no Vietnã do Norte. E estão nos torturando e matando também. Mas isto vai ter um fim não glorioso para eles, nem lá nem aqui. Não estamos sós! Somos milhões no mundo inteiro lutando conosco pela libertação da humanidade de todas as opressões.”

Viajamos do Laos para Hanoi apenas a Dra Lanh e eu. Germana e Doraci partiram do Laos para a Índia, Jill e Graeme tomaram outro voo para o Vietnam e iriam nos encontrar somente em Hanoi, no escritório de SPERI/CENDI, dia 17 de novembro. O objetivo principal era visitar HEPA, um projeto de SPERI que inclui aldeias nativas e um importante Centro de Formação em Agroecologia e Agrossilvicultura. HEPA quer dizer Área de Prática de Ecologia Humana (Human Ecology Practice Area). Abrange quase 500ha de floresta protegida, que incorporam as Escolas de Campo para Agricultores. Estas escolas são campos de treinamento para estudantes de numerosos grupos nativos do Vietnã, Laos e, secundariamente, de outros países. Situa-se no norte do Vietnã, no distrito de Huang Son, província de Ha Tinh, vizinha da fronteira com o Laos. Huang Son é a cidade natal de Lanh; sua mãe e irmã vivem lá.

Deixaram-me no hotel para me refrescar e jantar. Em seguida, ônibus-leito de Hanoi para Huang Son, a cinco horas para o sul de Hanoi. O ônibus oferecia wifi. Só tinha leitos, nenhuma poltrona. E nos dois corredores, mais leitos. Chegamos de manhãzinha, e fomos para a casa da mãe de Lanh. Depois da calorosa acolhida pela irmã, com banho e desjejum, e uma sessão de fotos com a velha senhora, tomamos a caminhonete que nos levou para HEPA.

Conhecendo um pouco do Vietnam

O país tem a forma original de um haltere. O meio do país é como um estreito corredor ligando o norte e o sul do Vietnã, que são territórios mais largos. Curioso é que esta forma pareceria facilitar o controle militar do país por tropas invasoras. Bastaria controlar esse corredor que as duas partes mais populosas do país ficariam isoladas uma da outra. No entanto, este heroico povo lutou e venceu cinco invasores — França, Japão, Estados Unidos, China e Cambodja. O Vietnã tem cerca de 90 milhões de habitantes e é o 14o país do mundo em população.

A região que o Vietnã ocupa hoje fez parte da China Imperial entre 111 a.C. e 938 d.C., quando o povo vietnamita venceu os chineses na batalha de Bach Dang. Através de dinastias monárquicas o país se estendeu pelo Sudeste da Ásia. Em meados do século XIX a península da Indochina foi submetida ao domínio colonial francês. A região foi ocupada pelos japoneses em 1940, que tentaram uma colonização de tipo asiático e não europeu, no contexto da II Guerra Mundial. Com o retorno de Ho Chi Minh do exílio, por força da necessidade das potências ocidentais enfrentarem as ameaças do Eixo, em 1941 o Partido Comunista do Vietnã formou a Liga da Independência Vietnamita — Vietminh, aberta a todos os outros partidos e indivíduos que estivessem de acordo com o programa e dispostos a lutar pela independência do país.

Expulsos os japoneses, a luta desse povo voltou-se contra os franceses. A guerra anticolonial da Indochina durou de 1946 a 1954, quando os franceses foram vencidos na famosa batalha de Dien Bien Phu. Os colonialistas franceses haviam ignorado os esforços de mediação diplomática de Ho Chi Minh, não percebendo que o ‘espírito do tempo’ já não era favorável à política de ocupação colonial. Enquanto as novas potências do pós-guerra — EUA e União Soviética — polarizavam a Guerra Fria, os franceses ocuparam várias cidades do Vietnam com tropas, bombardeiros e paraquedistas. A estratégia vietnamita foi retirar-se estrategicamente para o campo e encetar a guerra de guerrilha, que foi fatal para as forças coloniais, apesar da sua superioridade em armas. A vitória de Dien Bien Phu, em 1954, contra o exército francês marcou o fim de uma época na história das relações internacionais, em particular das relações coloniais racistas das potências europeias contra os países asiáticos.15

A presença imperial dos EUA no pós-II Guerra influiu na divisão do país em Norte e Sul. A guerra do Sul contra o Norte, iniciada em 1959 foi financiada pelos interesses geopolíticos dos EUA e teve um caráter eminentemente anticomunista. Diante da debilidade das tropas do Sul frente ao exército do Norte, liderado pelo gênio estratégico de Vo Nguyen Giap, os EUA, durante o governo Johnson, resolveram enviar tropas e bombardeiros e terminaram ocupando a parte Sul do país. A guerra terminou em 1975 com a derrota do mais poderoso exército do mundo, o dos EUA, e seus aliados.

De lá para cá o país ganhou o nome de República Socialista do Vietnã e adotou uma política de transição da economia planejada para a de mercado. O termo “economia socialista de mercado” ainda não está bem definido, mas a prática dos países que se dizem nesta via indica uma forte presença do Estado na regulação econômica, uma crescente abertura para os mercados internacionais, sobretudo os capitalistas, e a dinâmica de mercado como modo de funcionamento da economia interna, com papel reduzido do planejamento estratégico da economia. O estado de penúria e ampla destruição que a guerra provocou no Vietnam, com milhões de mortos e desaparecidos, e ainda mais feridos e mutilados, inclusive pelas danosas bombas de Napalm, explicam o estado material ainda precário de bem viver da população.16 Ainda assim, é um povo alegre e hospitaleiro, com um sentido solidário mais evoluído do que na maior parte do Ocidente.

Em 2012, as empresas estatais representavam apenas 40% do PIB. O país tem o 11o lugar entre as economias de maior crescimento. A entrada do Vietnam na Organização Mundial do Comércio (OMC), em 2007, acelerou aquela transição e tornou a economia do país vulnerável aos interesses das corporações transnacionais e das incertezas e irracionalidades dos mercados de capital. Mais grave, subordinou a política econômica antes soberana a decisões alienígenas, lideradas pelos países mais ricos e mais predadores do mundo e pelas transnacionais cujo maior e mesmo único interesse é a maximização dos seus lucros e não o desenvolvimento socioeconômico e humano do país.

Dois fatos me questionaram visitando Hanoi e Huang Son: não parece haver grande diferencial de riqueza na população, mas o nível médio de bem viver é sóbrio e o país não parece ter encontrado um caminho próprio de desenvolvimento, apesar da sua excelência no campo militar e na criatividade para garantir sua sobrevivência nas mais extremas condições de guerra; por outro lado, existe uma forte pressão dos governos e transnacionais do Ocidente, e da China, Japão e Coreia em favor da abertura da sua economia para o capital globalizado. O que indica esta pressão é a crescente quantidade de produtos de consumo popular importados em circulação e de propaganda de ‘produtos globais’. O país é membro das Nações Unidas, da ASEAN (Sudeste Asiático), da APEC (Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico) e da OIF (Organização Internacional da Francofonia).

HEPA — Centro irradiador de educação ecológica e de empoderamento socioeconômico

O pórtico de entrada da Fazenda apresenta cartazes com regras de comportamento que devem ser respeitadas, tanto pelos que moram lá como pelos visitantes. A gerência está organizando cadernos para registro dos visitantes, cada vez mais frequentes, e também de suas contribuições financeiras, já que o turismo ecológico está se tornando uma das principais fontes de receitas de HEPA. A riqueza e abundância da floresta e dos trabalhos de agrofloresta atraem gente de várias partes do Vietnam, do Vale do Mekong e também de outros continentes.

Pessoal do Centro HEPA com visitas

O quadro fixo atual de HEPA é de 15 pessoas. A população nativa mora na floresta e dela se alimenta. A admissão nos cursos dá prioridade a jovens das etnias locais, mas aceita jovens de outras partes do país e do mundo. O local onde Keith está alojado, e onde eu também fiquei por alguns dias, é impressionante. É uma casa muito antiga, de madeira trabalhada.

Dava a impressão de que toda a terra era um sítio dos tempos coloniais. Na verdade, todas as construções deste núcleo foram feitas por iniciativa da Dra Lanh com a população local. Ela conseguiu adquirir na região, por baixo custo, moradias, uma igreja e outros prédios, e os transplantou para HEPA. O ambiente atual é muito agradável e acolhedor. Fica no meio da floresta, com água e vegetação abundantes, uma pequena piscina rústica para aliviar o calor, locais arejados para reuniões menores, e o salão do prédio que era a igreja para encontros de maior número de participantes.

Lanh, Viet, Keith e jovens trabalhando em HEPA, na antiga igreja, hoje salão de eventos

O sistema de formação prático-teórica é muito atraente e acolhe principalmente nativos de diversas etnias, primeiro do Vietnam e Laos, mas também de outros países e idiomas. As aulas são dadas pelos agricultores mais idosos e experientes. O dirigente do Centro de Formação, Viet, é também o líder da comunidade nativa que vive na área de HEPA.

Área aberta no espaço dos alojamentos de HEPA

A manutenção e a cozinha estão a cargo de um nativo cuja família mora longe de HEPA. Ele veio originalmente para trabalhar na construção de prédios noutra aldeia. Seu desempenho foi tal que SPERI o convidou para se ocupar desta parte da fazenda. Mesmo não sabendo inglês, ele joga xadrez com Keith quase todos os dias. Keith veio passar alguns meses no seu período de licença da universidade na Nova Zelândia. Ele é um colaborador assíduo de SPERI/CENDI e foi o editor dos dois livros recentemente publicados para lançamento na IV Conferência do FIB no Butão.

Keith trabalhando no quarto da antiga morada

Viet — Um pouco de história de HEPA

Viet é um antigo militar, que serviu no Exército do Vietnam do Norte durante os anos de guerra. Ele também lutou contra a ocupação estadunidense do seu país. Na entrevista que me concedeu, ele conta detalhes sobre os tempos da guerra e seu papel nela. Esta e outras entrevistas que fiz com pessoas que vivenciaram os anos de guerra, durante a minha visita a Hanoi e a Hepa, serão matéria de um outro artigo.

Viet é o gerente de HEPA. Nossa reunião no caramanchão foi agradável. Éramos cinco, com o fim de eu apresentar o Brasil, o trabalho do PACS com comunidades e movimentos, com as diversas redes e as possibilidades de intercâmbio no quadro do projeto SPERI/CENDI-PACS; e para Viet apresentar-nos a história de HEPA.

Ele começou falando do tempo anterior ao projeto HEPA, em que as corporações estrangeiras queriam controlar as áreas florestadas para exploração, pressionando as populações nativas locais a abandonarem a região. Nessa época os agricultores perdiam o direito à terra, à floresta e à água, pois a lógica era o crescimento econômico a qualquer custo. A capacidade de sobreviver de forma tradicional por parte da população trabalhadora não contava, pois não fazia crescer o PIB. Outro problema era a falta de água devido ao desmatamento, que afastava os agricultores da região. O governo decidiu fazer uma represa e, afinal, deixou aquela parcela de terra sob a responsabilidade de SPERI.

Viet apresentando a história de HEPA

Ele recorda com gratidão o primeiro contato da Dra Lanh e equipe de SPERI, e a visão que ela propunha de trabalhar pela Soberania do Modo de Vida das populações nativas. “Talvez seja esta a única abordagem que respeita a vida e os direitos dos agricultores de qualquer etnia,” comenta ele. Há 15 anos o governo exigia de SPERI que os agricultores beneficiados por uma concessão de floresta iriam sobreviver e cuidar dessa terra sob a tutela do Estado. SPERI respondeu defendendo o direito das etnias locais de formarem HEPA para cuidarem da manutenção das espécies nativas através do manejo florestal responsável e da formação de lideranças. SPERI incluiu, mais tarde, a demanda ao Estado de 3,6 mil hectares, com a condição de que fossem transformados em propriedade comunitária, e não apenas individual. Iniciou, assim, a regeneração da floresta através da prática da Soberania do Modo de Vida. Com ela replantaram espécies nativas e plantas medicinais e recuperaram os mananciais, eliminando a carência de água.

Foi assim que HEPA se tornou um núcleo territorial de educação ecológica. Atualmente HEPA inclui 12 diferentes grupos étnicos locais, com cerca de 1.200 pessoas vivendo nas comunidades e interagindo com HEPA. Este centro acolhe jovens agricultores nativos de outros países do Vale do Mekong, que levam o aprendizado para suas aldeias de origem.

Viet afirma a importância do desenvolvimento de baixo para cima, partindo das comunidades. Quando começou a atuar na comunidade, ganhou um entusiasmo que não mais o deixou. O princípio da partilha ajuda as pessoas a se empoderarem, ao contrário do poder centralizado num só partido ou numa só pessoa. O caminho, diz ele, é formar redes de agricultores e um parlamento popular, visando tal força cidadã que faça com que o governo local apoie a população que se desenvolve e se governa.

Ele diz que HEPA deseja mostrar como o caminho da Soberania do Modo de Vida pode servir de testemunho de que os povos nativos organizados em comunidades soberanas, colaborativas e sustentáveis pode ser uma forma inovadora de organização da vida no Planeta.

As Escolas de Campo para Agricultores são a forma principal de educação de HEPA, voltadas para a permacultura. Os estudantes vêm principalmente de grupos nativos minoritários do Vietnã e do Laos. Os educadores são agricultores experimentados, utilizando a pesquisa e a prática ligada à teoria como modos de aprender. Aí os jovens aprendem agroecologia, permacultura e como respeitar as leis e os costumes dos seus povos.

O Centro de Formação Permacultural

Nem sempre as condições climáticas são favoráveis em HEPA. Mas as áreas de floresta fornecem um escudo protetor dos extremos do clima, quando estes ocorrem. O cultivo sustentável das plantas nativas e das plantas medicinais, a proteção ativa da biodiversidade, o cuidado do gado, galinhas, patos, búfalos, minhocas, gatos e cães, tudo isto faz parte do currículo dos cursos. O intercâmbio entre jovens de diferentes culturas amplia os benefícios gerados pela formação de HEPA.17 O objetivo é prover um ambiente em que os jovens experimentem diversos métodos de cultivo e de zootecnia. Aprendem a pesquisar, a usar o método de tentativas e erros para escolherem os melhores métodos de trabalho agroecológico e agroflorestal para os territórios em que habitam.

Os três domínios gerais de aprendizagem são: 1) eficiência da produção dos próprios agricultores; 2) conservação da bacia hidrográfica; e 3) formação de empreendedores comunitários. Há um cuidado consciente em compartilhar os saberes, valores e crenças sem doutrinarismo nem padronização. O padrão ensinado em HEPA é o reconhecimento e uso do que o território oferece, com pleno respeito à espiritualidade e aos saberes dos povos que o habitam. A finalidade material é a oferta de produtos agroecológicos de qualidade, que influam na própria melhora dos hábitos alimentares e sanitários das populações beneficiadas. O aprendizado da governança participativa, da valorização dos conhecimentos tradicionais, da familiaridade com as espécies vegetais e animais locais, dos modos melhores e mais eficazes de obterem valor agregado, do respeito à biodiversidade e à diversidade humana completam a abordagem holística da educação que HEPA oferece a jovens das etnias minoritárias do Vale do Mekong.

HEPA: Lanh comenta a apresentação de Marcos

A Dra Lanh brinca com as palavras ao dizer que a ideologia de HEPA, em vez de comunismo ou capitalismo, é o “soberanismo do modo de vida” das populações nativas e das comunidades de gente trabalhadora. Noutras palavras, um “comunitarismo” intencional, solidário e consciente dos seus direitos e responsabilidades como sujeitos do seu próprio desenvolvimento enquanto pessoas, comunidade e povo, no contexto de um Estado que busque resumir sua ação na habilidade de orquestrar a diversidade que constituem as comunidades autogestionárias e solidárias.

Instituto Pacs

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Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul / www.pacs.org.br