Eu não quis pensar, mas sempre me peguei pensando na gente.

Eu não quis pensar para não cair nos pensamentos masoquistas do fim, porque eu tenho medo de finais. Desde os das dores por não saber o que seria depois daquilo, até o nosso fim.

Talvez eu aprenda a comparar melhor você, mas por enquanto te defino como poesia e te comparo com a mesma. Na qual eu não sei a perpetuidade do amor por ambas, e eu tenho medo de que não seja ao menos quase que a imensidão do universo no qual conhecemos.

Odeio saber que talvez tudo isso seja passageiro, inclusive, você. Mas eu ainda não desperdiço cada chance que tenho de pedir para que fique.

Se pensar em sair para dar umas voltas, volte depressa. Aqui estou a sua espera com o prato cheio de poesia, mas a porta pode se fechar se pensar em desatinar nesse lugar -meu peito.-

Eu sobrevivo por poesia, por amor a você, ao que faço e por medo de pensar em que eu não lutar pela sobrevivência em meio a tantos caos, eu vou estar sem você.

Mesmo que toda vez me balance desafiando minha insegurança cantando teu amor por cada detalhe meu, eu tenho medo que acorde numa terça-feira e esqueça de ter o nós como o primeiro pensamento do dia.

Medo de num sábado apenas pensar em partir e só.

Mas enquanto puder

Quiser

Conseguir ficar

Fique.

-pg

Like what you read? Give paixaogios a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.