Me auto-transformando.
“Ser auto consciente do porquê disso tudo foi o que me fez entender que a vida não pode nunca ser egoísta. E que o mundo é de todos nós.”
Cresci com a ideia de querer mudar o mundo, mas nunca me afundei nisso. Apenas quis. Cresci com a ideia de que é necessário se fazer de molde para certas coisas e que quebrar pedacinhos dos corpos alheios para mudar o mundo -que na verdade era o meu e não enxergava- também.
Cresci imaginando todo um infinito, mas o infinito que imaginava tinha apenas a imensidão da minha vida. E se encaixava apenas na minha. Evoluí em pensamentos, pensei de diversas formas e comparando o que eu pensava a sei lá, dois meses atrás, já não sou a mesma. Eu precisei de choques para entender que a mudança principal é a interna. Eu nunca deveria ter tido vontade de mover montanhas por obrigação e sim por querer e satisfação da alma. Que a mudança é de fato de dentro para fora e nunca que superficialmente; porque assim eu não estaria sendo egoísta apenas com quem me rodeia, e sim sendo egoísta comigo. Sempre mentindo para o meu subconsciente.
Entendi que as vezes encontramos respostas, mas que nem todas nossas interrogações têm uma. As vezes, a gente precisa viver e reconhecer que boa parte de nossa vida é uma incógnita. E ta tudo bem não saber de tudo. E ta tudo bem não conseguir entender tudo. Está tudo bem não ser bom em tudo. Mesmo. Está tudo bem!
Precisamos respirar dúvidas e vive-las para apreciar o sentido da nossa caminhada. Precisamos passar pelo caos e até de vez enquando ter umas crises para entender o significado da conquista. E sempre vai estar tudo bem você ser humano com barreiras e limites; isso nada mais é que viver a vida sendo um ser auto-consciente do porquê disso tudo.
-pg
