dançando com as palavras

I

estava dançando com as palavras numa nigéria anos 60 quando uma delas parou o baile, não a conhecia. a música só retornaria quando eu a desvendasse. seria derivada de um reino, existiria esse reino? tinha a ver com aquela explosão de pintinhas? pra prosseguir, tive que perguntar quem era ela. a irônica? — me disseram. e a dança retornou.

II

minha housemate participou de um interessante exercício de escrita numa disciplina da faculdade. em grupo, as alunas tinham que criar uma palavra e seu significado e compartilhar pra discussão. exercitar a criatividade ecoaria numa escrita também inventiva. a palavra criada, ela usa até hoje quando seu irmão está monossilábico.

III

criou uma palavra para a ausência de palavras

IV

lembro quando deborah e eu perseguimos uma palavra. ela foi trazida de uma conversa, a desconhecida. a partir daí foi flor, bolinho, lugar bonito do norte da europa, uma doença. quando chegou a ser nome de gente, disse: “chega! sou reunião”

V

coda. a derradeira dançarina