Só mais uma carta de amor

Meu caro Jim Beam

Eu acredito em relações abertas, sou disposta a novas experiências, acredito em amor á primeira vista e tenho consciência de quantos anos nós flertamos a fim de estabelecer um contato mais íntimo.
Eu tento abrir meu coração para você, te paquero, te aceito, te bebo com prazer.

A diferença entre você e meu marido Jack Daniels eu sinto no corpo, você me causa morte súbita no terceiro shot enquanto o Jack me permite deleitar numa única noite de pelo menos metade de uma garrafa e suas maravilhosas dez doses sem gelo para brindar os amigos que não via há tempos com muito amor e calor.

Eu acordo lembrando de você, sinto dor de cabeça, dor na barriga e aquela sensação meio ruim de uma ressaca sem motivo aparente pra quem nem bebeu tanto assim.

Quando estou com o Jack, vou embora com sorriso no rosto e não perco dinheiro durante a noite (acredito que o taxista me passou a perna) além disso, acordo no outro dia com a mesma felicidade, um quentinho no peito, um cheiro bom, lembro de todos os brindes da noite anterior e são coisas assim que mantém a nossa relação firme há muitos anos e reacende a paixão avassaladora a cada novo shot.

Faça como o Maker’s Mark, simplesmente me entenda! Eu quero você, mas preciso que seja menos possessivo sobre minha coordenação motora, que me dê espaço suficiente no dia seguinte para que eu não passe o dia inteiro lembrando de você, que me cause conforto em cada shot e que me faça bem durante e depois dos nossos encontros sem sentir ciúmes do Jack.

Proponho tentarmos novamente no fim de semana, seja legal comigo, respeito sua jornada, tenho apreço e carinho por você, nunca mais repita o que fez ontem, você corre um risco enorme de cortamos relação para sempre.

Beijo