para que creiam… que a vida não para.

Jesus, outra vez profundamente comovido, foi até o sepulcro. Era uma gruta com uma pedra colocada à entrada. “Tirem a pedra”, disse ele. Disse Marta, irmã do morto: “Senhor, ele já cheira mal, pois já faz quatro dias”. Disse-lhe Jesus: “Não lhe falei que, se você cresse, veria a glória de Deus? “Então tiraram a pedra. Jesus olhou para cima e disse: “Pai, eu te agradeço porque me ouviste. Eu sabia que sempre me ouves, mas disse isso por causa do povo que está aqui, para que creia que tu me enviaste”. Depois de dizer isso, Jesus bradou em alta voz: “Lázaro, venha para fora! “ O morto saiu, com as mãos e os pés envolvidos em faixas de linho, e o rosto envolto num pano. Disse-lhes Jesus: “Tirem as faixas dele e deixem-no ir”. Muitos dos judeus que tinham vindo visitar Maria, vendo o que Jesus fizera, creram nele. (João 11:38–45)

A ansiedade e o medo são mal-estares generalizados da sociedade, são resultado de vida que não encontram um ponto de confiança, olham para frente e não veem perspectiva, por isso ter paciência quando não se sabe para onde vai, não é uma opção.

Vivemos o que os filósofos chamam de era da desesperança, na ausência de esperança a ansiedade, o medo e preocupação tomam conta. A falta de esperança diante dos problemas faz com que muitos fiquem com corações de pedra e com os ossos secos como um morto.

Na narrativa da morte de Lázaro, Jesus que é o Senhor do tempo, pede um pouco mais de paciência, para pessoas que também acham que não há tempo para perder.

Em Lázaro, estão representados todos os doentes do Evangelho de João, e também todos que hoje sofrem de algum mal. Entretanto, a morte é o limiar da esperança humana, é quando a medicina desengana, quando tudo já foi tentado, e o que restou foram os pêsames. Como diz o provérbio popular: “para tudo se dá um jeito, só não para a morte”.

A morte de Lázaro representa, a pior e a mais terrível de todas as consequências do pecado, o maior castigo da desobediência humana retratado em Gen. Cap. 3, a morte.

Uma das graves consequências do pecado e da queda, é a incompletude da fé. Por isso, muitos não creem que Jesus tem poder para dar vida aos mortos. Isso significa não crer que Jesus pode realizar um feito que até então seria impossível, superando a sua lógica bem definida sobre a vida. Ou mesmo, significa não ter paciência e perseverança diante das dificuldades.

O sinal milagroso da ressureição de Lázaro, aponta para a morte e ressureição do próprio Jesus. No Evangelho, João mostra como Jesus resolve em seus sinais todas as consequências do pecado, e no sinal da ressureição resolve o último e mais temível dos males a morte.

Sem a ressureição de Jesus é vão a nossa fé, pois nossa fé está em crer que a vida que ele dá supera a morte. A ressureição de Jesus é o marco da nossa fé, pois revela que Ele é Deus, e através da sua ressureição, a vida triunfa sobre a morte.

Aqueles que viram seu poder milagroso naquele dia em Betânia, puderam crer depois de três dias, que ele morreu mas ressuscitou ao terceiro dia, para que todos cressem que ele é o filho de Deus, “ele é o cordeiro que tira o pecado do mundo.

Jesus está vivo e pronto para fazer do vale de ossos secos, uma multidão de nascidos de novo com “um coração de carne”. Nossa missão nesta vida é ver na nossa própria história e na forma como Deus está se manifestando no mundo, o poder divino de Jesus e crer que ele é o enviado de Deus para dar vida, e assim caminhar para uma fé completa que crê totalmente no poder de Jesus sobre esta vida e além dela. Sim, crê que vida que ele dá supera a morte para sempre.

Por Ítalo Reis