O direito à simplicidade

Desde bem criancinhas aprendemos por imitação. Percebemos que atendendo às necessidades e expectativas dos pais, professores, coleguinhas, amigos e nos encaixando em padrões sociais seremos mais aceitos e nos sentiremos amados, mesmo com tantas exigências e condições estabelecidas, mesmo com tanto interesse envolvido. Isso tudo muito bem justificado pela noção limitada de respeito aos mais velhos e às tradições de nossos antepassados. O curioso aí é que amor mesmo só existe um tipo: o tal do incondicional.

Em minha experiência até aqui vivencio que, nessa dimensão do Ser, que é puro amor, a única vontade é a de facilitar a manutenção da felicidade, paz e integridade de cada individualização da Fonte do Ser. Passo a ficar feliz com a felicidade do ‘outro’ e muito agradecido por ser uma dádiva na vida daqueles que cruzarem meu caminho. Vou me reconhecendo a cada dia com menos necessidades. Passo a precisar menos e partilhar mais e mais.

A confiança, a flexibilidade, a presença, a pacificação e a humildade só ampliam nessa jornada de esvaziar de desejos egoístas, ódios e antipatias, e se abrir pra desatar os nós das crenças limitantes da escassez e da necessidade em ser algo diferente de íntegro e verdadeiro pra se moldar às exigências de alguém. Nem Deus precisa ser agradado; apenas expressado. Enfim, tem SIM abundância pra todo mundo! Partilhar nos faz despertar para o fato de que quanto menos tememos e mais oferecemos, mais percebemos que já temos. Aí é só agradecer por existir essa possibilidade ainda tão pouco valorizada de Ser… simples assim.
