Pra quem vive na guerra a paz nunca existiu
a frase já é auto explicativa.
Podemos trazer isso pra realidade, ou seja, quem tá acustumado com uma determinada situação/ambiente não sabe como é viver em outra.
Se você está acustumado a viver em um ambiente hostil, tem que sempre estar se defendendo, defendendo sua opinião e/ou atacando, você não vai saber como é e nem como agir em um ambiente onde as pessoas escutam a tua opinião, não fazem julgamentos que precise de defesa e provavelmente você vai estar lá atacando sem motivo, e para as outras pessoas, vai parecer uma pessoa hostil. Exatamente como o ambiente do qual se veio.
O oposto também acontece.
Pessoas acustumadas com humildade, honestidade, um dia simplesmente caem nesse mundo com pessoas hostis, acustumadas a enganar e usar as pessoas, e não percebem o que está acontecendo. Não percebem como as pessoas são maldosas.
Outra metáfora para este mesmo caso é: “A maldade está nos olhos de quem vê”.
Se você está acustumadocom traição, mentira, provavelmente sempre vai acabar duvidando das pessoas. Assim como quem está acustumado com a honestidade, dificilmente vai desconfiar de alguém.
Hoje é necessário ter um equilibrio dessas caracteristicas.
Como a cultura chinesa: o yin-yang.
É necessário conhecer todos os “mundos” que existem dentro do nosso e balancear conhecimentos para chegar o mais próximo possível de um julgamento justo.
E daí vem a classica “só deus pode julgar alguém” “quem é você pra julgar alguém?”
Apesar de que devamos fazer o máximo possível pra não julgar ninguém, pq você nunca vai saber a verdade sobre a situaçaõ atual da pessoa, o que ela ta passando, o que já passou; é inevitável olharmos para alguém e não fazer um pré-julgamento para tomarmos as próximas decisões — por exemplo: se vamos conversar com essa pessoa, se ela pode estar representando uma ameaça, etc.
E se esse julgamento que fazemos fizer parte do nosso instinto?
E se Deus criou o homem à sua semelhança, e só ele pode julgar, porque também não podemos julgar?
Na minha opinião julgar é o de menos. E devemos ter plena consciência de que dificilmente teremos conhecimento de todos os fatos que influiram as decisões de alguém para julgarmos se isso é certo ou errado.
Não cabe a nós executar a sentença.
Até porque os conceitos de certo e errado são muito subjetivos, e cada um tem uma opinião sobre esse limite. Onde começa o errado e termina o certo. Depende dos valores de cada pessoa, e também do que é conveniente.
Infelizmente hoje as pessoas já nem conhecem os valores, e nem sabem quais são os seus, e muitas vezes nem tem.