RECONTEXTUALIZAÇÃO DA CIÊNCIA NO GÊNERO REPORTAGEM TELEVISIVA: UMA PRÁTICA PEDAGÓGICA POSSIBILITADORA DO EXERCÍCIO DA CIDADANIA

Najara Ferrari Pinheiro¹
Patrícia Santos Albarello²

RESUMO Em um país que apresenta as políticas públicas em estágio de desenvolvimento, há saberes especializados ainda distantes da população. Nesse aspecto, identifica-se a mídia em geral, e a televisiva, em especial, como um meio facilitador do acesso da população ao conhecimento especializado. Com o seu trabalho de divulgar fatos e descobertas contempla áreas do conhecimento que estão veladas. A mídia, no processo de popularização da ciência (PC) pode contribuir como agente educador, visto que amplia o acesso ao conhecimento especializado. Neste trabalho, pretende-se evidenciar que a recontextualização do conhecimento científico é uma prática pedagógica, a qual coopera para o exercício da cidadania.

Palavras-chave: Popularização da Ciência. Recontextualização. Prática Pedagógica.

ABSTRACT In a country with public policy in the development stage, there are still far specialized knowledge of the population. In this respect, it identifies the media in general and television in particular as a means of facilitating people’s access to expertise. Through its work to disseminate facts and findings include areas of knowledge that are veiled. The media in the process of popularization of science (PC) can contribute as an educator agent, since it broadens the access to expertise. In this work, we intend to show that the recontextualisation of scientific knowledge is a pedagogical practice, which works for citizenship.

Key Words: Popularization of Science. Recontextualisation. Teaching Practice.

1. INTRODUÇÃO

Em um país que apresenta as políticas públicas em estágio de desenvolvimento, há saberes especializados ainda distantes da população. Nesse aspecto, identifica-se a mídia em geral, e a televisiva, em especial, como um meio facilitador do acesso da população ao conhecimento especializado. Com o seu trabalho de divulgar fatos e descobertas contempla áreas do conhecimento que estão veladas. A mídia, no processo de popularização da ciência (PC) pode contribuir como agente educador, visto que amplia o acesso ao conhecimento especializado.

Na última década, nota-se um maior empenho da TV brasileira a fim de divulgar e popularizar o conhecimento científico. Essa observação considera a presença de um número relevante de programas televisivos com a temática meio ambiente e desenvolvimento sustentável. Para exemplificar, citam-se programas que abordam essas temáticas: Globo Repórter (Rede Globo), Café com Jornal (BANDEIRANTES), Mariana Godoy Entrevista (Rede TV), Vida e Saúde (RBS TV), Bem Estar (Rede Globo), Globo Ecologia (Rede Globo).

Nesse processo de veicular temáticas que contribuem para popularizar a ciência, a mídia televisiva elenca, seleciona e organiza o assunto a ser abordado, recontextualizando o saber especializado para um público não especializado. Para esse processo, percebe-se que é planejado um cenário com a presença dos cientistas, dos especialistas, bem como a do jornalista/apresentador, visando informar ao telespectador, o qual pode se manifestar nos programas por meio de bate-papo, de vídeo-chamada, de redes sociais ou de participação direta no auditório. A figura do Jornalista é fundamental para esse processo, tendo em vista que, juntamente, com uma equipe, articula as estratégias linguísticas para que ao final da reportagem, o objetivo de desespecializar o discurso científico para o público não especializado tenha êxito.

Corroborando com o assunto, Pinheiro (2011, p. 5), descreve que “nesse processo de formatar e re(formatar) ou de dizer e re(dizer), o jornalista/repórter assume papel relevante, pois tem que se manter fiel às informações e concomitantemente torná-las acessíveis ao público ao qual se dirige. Na relação cientista/especialista e consumidor/leitor/telespectador, o jornalista/repórter é quem medeia e distribui a informação, procurando tratá-la de acordo com sua audiência. Nesse contexto, o jornalista por meio de planejamento com sua equipe monta um arranjo discursivo, no qual é dada a voz para o saber especializado e não especializado e, nesse contexto, essas vozes dialogam. Essas vozes, no processo dialógico, são definidas como parte de um texto polifônico. Polifonia, segundo Bakhtin (2005, p. 194),é

aquela multiplicidade de vozes e consciências independentes e imiscíveis, cujas vozes não são meros objetos do discurso do autor, mas os próprios sujeitos do discurso, do qual participam mantendo cada um a sua individualidade.

O processo de recontextualização, nesse sentido, ocorre quando a voz do público leigo ou dos jornalistas e apresentadores explicam o discurso científico, ressaltando que esse processo só ocorre porque o jornalista direciona para essa finalidade. É possível afirmar que o saber não especializado opera como metalinguagem na recontextualização do discurso científico, em que se considera a metalinguagem, na concepção de Borillo (1985), como um discurso e, ao mesmo tempo, um comentário sobre si mesmo, uma auto-explicação, ou seja, um discurso sobre o discurso. De acordo com o autor, pode-se afirmar que a recontextualização opera como uma interpretação, uma referência ao discurso científico em uma linguagem diferente do contexto da ciência. Nessa recontextualização, as vozes e a linguagem são os elementos que possibilitam observar as estratégias discursivas, já que por meio delas, a linguagem hermética, específica da área científica é transformada em uma linguagem acessível ao público em geral.

Diante desse contexto, em que é possível a apropriação do conhecimento para a população, pode-se afirmar que se está colaborando para a democratização do conhecimento especializado. Democratizar, do latim, significa “tornar acessível para todos” (FERREIRA, 1996, p. 303). Assim, a democratização do conhecimento permite que a população tenha acesso a informações importantes sobre descobertas e avanços da ciência sobre diferentes saberes.

Neste trabalho, delimita-se o estudo sobre o gênero reportagem televisiva com o foco no meio ambiente e desenvolvimento sustentável, veiculados na TV, especificamente, no programa Globo Ecologia (Rede Globo de Televisão), o qual aborda o conhecimento científico de uma maneira pedagógica. Também importante destacar que essa prática relacionada com as temáticas, meio ambiente e desenvolvimento sustentável vão ao encontro da abordagem dos temas transversais dos Parâmetros Curriculares Nacionais. Este estudo pretende sustentar a tese de que a democratização do conhecimento científico por meio da recontextualização é uma prática pedagógica e, que a mesma coopera para a cidadania. O corpus será constituído por 2 reportagens do programa Globo Ecologia, por ser um programa voltado para a conscientização ecológica. Estas foram selecionadas a partir de critérios previamente definidos:

a) publicados para uma audiência leiga no assunto;

b) disponíveis em mídia de canal de aberto;

c) publicadas em 2013 e, posteriormente, em 2014;

d) temas relacionados ao meio ambiente e desenvolvimento sustentável, conforme os temas transversais propostos nos Parâmetros Curriculares Nacionais.

A análise será embasada conforme a Análise Crítica do Discurso, proposta por Fairclough (2008) e, a Teoria da Representação dos Atores Sociais, proposta por Van Leeuwen (1996).

2. DESENVOLVIMENTO

2.1. RECONTEXTUALIZAÇÃO DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO

Pode-se afirmar que o processo de recontextualização do conhecimento científico é uma prática democratizadora. Para explicar o fenômeno de recontextualização pode-se utilizar a Teoria de Bernstein- Teoria do dispositivo pedagógico. De acordo com a teoria, sobre o dispositivo pedagógico, o mesmo fornece a gramática da comunicação e atua por meio de um conjunto de três regras selecionadas entre si: as regras distributivas, as quais dizem respeito às relações entre poder e grupos sociais; as regras de recontextualização, que dizem respeito ao discurso pedagógico; regras de avaliação, que especifica os critérios para a prática.

As regras distributivas diferenciam duas classes de conhecimento, o pensável- conhecimento já descrito pelo homem-, e o impensável- conhecimento, ainda, a ser elaborado. Além disso, as regras distributivas definem sobre quais significados serão acessíveis à quais grupos sociais.

As regras de recontextualização se referem ao processo em que o conhecimento é mediado, transformado para estar adequado ao uso e à sua transmissão. Já as regras de avaliação tratam a respeito da transformação do discurso pedagógico em prática pedagógica “por meio da especialização do tempo, do espaço e do texto produzido, unidos em relação especial” (BERNSTEIN, 1998, p. 65). Para este estudo, concentra-se o interesse nas regras de recontextualização, tendo em vista que descrevem um conceito central para o entendimento do processo de recontextualização. Processo, para o qual é criado um conjunto de significados para serem os mediadores na transmissão do conhecimento científico, na mídia televisiva, ou seja, o conhecimento especializado sofre modificações até que esteja pronto para a transmissão. Segundo essa teoria, o discurso se desloca do seu contexto original de produção para outro contexto em que é modificado por meio da seleção, simplificação, condensação e reelaboração, conectado com outros discursos e depois é relocado. Com isso, sobre o princípio recontextualizador, é possível afirmar, segundo Bernstein (1996, 1998 apud Mainardes e Stremel, 2010) que o mesmo apropria, reloca, relocaliza outros discursos para constituir sua própria ordem e seus próprios ordenamentos. Nesse sentido, o “discurso pedagógico”, exerce o movimento de retirar um discurso do seu contexto de origem e recolocá-lo em outro contexto.

Na mesma visão, Morais e Neves (2007), citado por Mainardes e Stremel (2010, p. 126), descrevem que a teoria de Bernstein se distingue de outras teorias sociológicas, pois é possuidora de uma gramática forte porque tem uma “sintaxe conceptual explícita capaz de descrições empíricas ‘relativamente’ precisas para gerar modelos de relações empíricas”. Segundo as autoras, essa pode ser a razão pela qual os educadores científicos aceitam essa teoria, devido ao seu poder de descrição, explicação e diagnóstico.

a. GÊNERO REPORTAGEM TELEVISIVA

Como foi mencionado anteriormente, esta pesquisa tem como objeto de análise o texto televisivo, mais especificamente a reportagem televisiva. Na concepção bakhtiniana, os gêneros discursivos são tipos “relativamente estáveis de enunciados” (BAKHTIN, 2010, p. 347). Nessa visão, considera-se a seguinte proposição de Bakhtin (1992, p. 279),

A utilização da língua efetua-se em forma de enunciados (orais ou escritos), concretos e únicos, que emanam dos integrantes duma ou doutra esfera da atividade humana. O enunciado reflete as condições específicas e as finalidades de cada uma dessas esferas, não só por seu conteúdo (temático) e por seu estilo verbal, ou seja, pela seleção operada nos recursos da língua- recursos lexicais, fraseológicos e gramaticais-, mas também, e sobretudo, por sua construção composicional.

Como afirma Bakhtin, os gêneros revelam particularidades que o constituem como um gênero específico e não outro, como é o caso dos gêneros jornalísticos. Conforme Bonini (2004), na segunda metade do século XX os gêneros jornalísticos passaram a ser divididos em sistemas em que a reportagem pela sua intencionalidade de reproduzir a realidade e informar, ocupa lugar no Jornalismo Informativo. A reportagem tem essa função de informar expondo os fatos, acontecimentos e descobertas para o seu público. Para a elaboração da reportagem é planejado um diálogo entre os participantes, para juntos construírem uma opinião. Sobre esse processo, descreve Bakhtin (2005, apud MACHADO, 2012, p.73), “A verdade não nasce, nem se encontra na cabeça de um único homem; ela nasce entre os homens, que juntos a procuram no processo de sua comunicação dialógica”. Pode-se afirmar que a reportagem é fruto de uma interação dialógica, a qual revela traços da oralidade da Antiguidade. Bakhtin (2005 apud MACHADO, 2012, p.72–73), considera que o surgimento do diálogo como gênero, na antiguidade grega, ocorreu a partir, principalmente do método socrático. Esse diálogo e o processo de comunicação dialógica são características constituintes do gênero reportagem, expandindo-se para o gênero reportagem televisiva, tema de análise neste capítulo.

Aqui, tratando-se da reportagem televisiva, especificamente, a mesma é considerada um gênero discursivo com suas peculiaridades potenciais que a torna um gênero atrativo aos telespectadores pela sua função principal de informar. Nessa concepção, segundo Pierre Ganz, uma reportagem deve contemplar, dentre outros, os seguintes requisitos: informar ao público e estabelecer um diálogo. Colaborando com Ganz, Garcia (1996), explica que a reportagem é uma narração responsiva, cujo objetivo é apresentar o acontecimento com várias perspectivas e depoimentos. Pode-se afirmar que nessa pluralidade de pontos de vista sobre a mesma temática identifica-se a polifonia, de Bakhtin, em que se agrupam várias vozes no mesmo discurso.

Dessa forma, por meio do diálogo entre os participantes, equipe jornalística e jornalista, o gênero reportagem televisiva cumpre o seu papel de informar, persuadir, sensibilizar ao telespectador.

b. AS VOZES IDENTIFICADAS NAS REPORTAGENS DE PC

As reportagens de PC analisadas apresentam outras vozes identificadas, além da equipe jornalística. As vozes marcam diferentes posições enunciativas (BEACCO et al., 2002). Nas reportagens que compõem o corpus, além da equipe jornalística que produziu a matéria foram identificadas posições enunciativas descritas abaixo:

a) repórter;

b) pesquisador colega/técnico/instituição relacionada ao assunto;

c) a ONU;

d) o público não especializado

O jornalista/repórter apresenta comentários e pontos de vista de diversos profissionais relacionados com a temática, juntamente, com a opinião do público não especializado.

3. RESULTADOS

Sobre o corpus analisado, duas reportagens do programa Globo Ecologia, pode-se afirmar que estão contextualizadas pelo jornalismo científico, considerando que há uma aproximação no nível da linguagem, os jornalistas/apresentadores se manifestam ao telespectador pelo uso do pronome você, o que proporciona uma proximidade entre ambos. Além desse fator, percebe-se que houve um trabalho da equipe jornalística, na determinação da pauta, seleção dos participantes. Há a presença de representantes de variadas profissões relacionadas com a temática para expressarem seus pontos de vista, juntamente com a representação do saber não especializado (dona-de-casa/vendedor/costureira/autônomo/empresário) para dialogarem sobre o assunto.

As reportagens (R. 1, R. 2) de PC analisadas apresentam uma variedade de vozes que se relacionam, uma “multiplicidade de vozes equipolentes, as quais expressam diferentes pontos de vista acerca de um mesmo assunto” (BAKHTIN, 2010, p. 347). Sendo que nesse contexto de relação, as vozes dos participantes, atores sociais na concepção de Van Leeuwen (1996), convivem em igualdade.

Nas reportagens, encontra-se o saber especializado representado por atores personalizados- diferenciação por nomeação e categorização por funcionalização (Van Leeuwen, 1996; 2008), ou seja, há a identificação nominal, juntamente, com a presença do título honorífico (Dr.) em alguns casos. “A menção à função que o pesquisador exerce se constitui em um recurso de autoridade utilizado pelo jornalista para conferir credibilidade à pesquisa que está sendo popularizada (MOTTA- ROTH; LOVATO, 2009; MOTTA- ROTH, 2009).

Na R. 1. , intitulada Uso Sustentável da Água, o saber especializado é representado por meio da diferenciação por nomeação (José Oliveira Filho) e categorização por funcionalização (Economista e professor da FGV- SP). Essa especificação, segundo Motta- Roth (2009) atribui credibilidade a pesquisa. Na reportagem, o saber especializado afirma,

- O consumo sustentável é um consumo que ele pode ser reproduzido, quer dizer, ele ocorre hoje, pode ocorrer amanhã e sempre. O uso sustentável está muito associado à eficiência em relação à utilização daquele insumo da água.

O saber não especializado recontextualiza a afirmação do saber especializado, afirmando:

- Imagino que o consumo seja aquela água que nós utilizamos para o nosso próprio consumo, né. E o uso seja a água que é utilizada de uma maneira geral.

O saber não especializado também é apresentado por meio da diferenciação por nomeação (Simone Rocha) e categorização por funcionalização (atriz). E pode-se afirmar que esse saber recontextualiza o discurso do saber especializado para uma linguagem mais acessível ao público telespectador. Ainda, em R. 1, identifica-se o recurso linguístico- metalinguagem. O saber especializado apresentado por meio da nomeação (Antônio Carlos Simões) e funcionalização (especialista em meio ambiente) afirma: “Que acima desse ponto de monitoramento, nós temos alguns pontos, alguns emissários, onde nós devolvemos parte dos nossos efluentes”; o termo “efluentes” é recontextualizado, explicado pelo repórter (Max Fercondini),”todo despejo líquido que vem da atividade industrial é considerado um efluente”.

Em R. 2, reportagem intitulada Preservação dos Oceanos, o saber especializado representado por nomeação (Gilberto Amado Filho) e categorização por funcionalização com honorífico (Prof. Dr. do Jardim Botânico do RJ), afirma: “E depois se percebeu que tem um outro efeito além do aumento da temperatura que o efeito chamado de Acidificação”; o termo “Acidificação” é recontextualizado, explicado pelo repórter (Max Fercondini), por meio do recurso da metalinguagem,

- Dessa forma, se os oceanos continuarem se tornando cada vez mais ácidos, as relações equilibradas de alimentação entre os seres serão quebradas.

Na R. 2, ainda, sobre o assunto do peixe bodião, o saber especializado (biólogo) afirma: “O Bodião azul é aquele papel ecológico fundamental no porto de Abrolhos”. O repórter (Max Fercondini) recontextualiza a fala do saber especializado, “O peixe bodião azul, importante espécie marinha de Abrolhos, hoje é um dos principais focos de preservação”.

Ainda sobre o assunto- peixe bodião-, o saber não especializado representado por nomeação (Benedito de Oliveira) e categorização por funcionalização (pescador) afirma, “O Bodião, se acabar o bodião acaba os corais. Bodião é o que conserva”. Diante do exposto, evidencia-se que a posição enunciativa dos participantes atribui seriedade ao assunto, considerando que a representação dos participantes por meio dos nomes e profissões proporcionam ao mesmo o efeito de propriedade e conhecimento sobre a temática.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Identifica-se que na trama discursiva que constitui as reportagens analisadas, há uma recontextualização do conhecimento científico, por meio de expoentes linguísticos, a metalinguagem, por exemplo. Assim sendo, o conhecimento, numa linguagem mais acessível ao público não especializado, é uma prática democratizadora, tendo em vista que possibilita ao público não especializado sobre ciência, um entendimento sobre a temática meio ambiente, o que agrega positivamente para o país e também, está respondendo de forma adequada com as proposições feitas pela ONU, na Conferência Rio 92, em que se discutiu sobre a preocupação com o meio ambiente e possíveis formas de melhor uso e conservação. A partir do momento em que a população, em geral, possui o conhecimento sobre essa temática imensamente importante, poderá exercer a cidadania, contribuindo assim, para o futuro do meio ambiente e, consequentemente, das gerações futuras do país.

REFERÊNCIAS

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