Amor de Carnaval

Dizem que amor de carnaval não dura, dura sim!

Dura, e dura pelo melhor motivo: a gente se conhece do lado mais louco já de cara.

Um dia desses de carnaval, bêbada, me encontrei com alguém com quem não me encontrava desde o jardim de infância. Então, no meio dessas lembranças — e de toda a loucura do carnaval — veio o beijo, o beijo de carnaval, o desconcerto na cabeça, duramos!

Duramos longas conversas, algumas filosofias, duramos noite juntos, duramos noites de núpcias, duramos…
Duramos músicas, duramos inúmeras afinidades, duramos um macarrão com carne moída, duramos nós e nosso ego no mesmo quarto (piada interna), duramos uma festa gay, uma tarde com os amigos, duramos noites dentro do carro, quase um pendrive inteiro, um final de semana inteiro e um pouco mais de um mês inteiro. Duramos, inclusive, DR’s.

Ahhh….sobre as DR’s , como dizem: MELHORES DR’S!

As pessoas costumam dizer que elas são brigas, nunca fomos desses, de brigas. Reconstruíamos o amor em cada uma das poucas que tivemos, aprendíamos mais um sobre o outro, crescíamos, amadurecíamos, era como fazer amor.

Fazer amor! Isso também me lembrava o carnaval …(aí eu deixo a interpretação livre de cada um).

Todo relacionamento foi clima de carnaval, mas já era setembro, carnaval tem que acabar uma hora.

Já dizia Los Hermanos: todo carnaval tem seu fim….

Para mim, sobrou a ressaca.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.