Já imaginou se existisse remédio para aquele vazio/angústia, para aquele aperto no peito, para aquele sentimento de culpa, o sentimento de perda, aquela sensação que martela na mente: “E se…”.

Médico que pudesse arrancar a culpa em um único procedimento cirúrgico, como de fosse um simples apêndice.

Perdoar o próximo, sempre foi algo tão simples para uns e muito difícil para outros, para mim a coisa mais simples do mundo.

Mas e o auto perdão? Será que ele é tão simples assim?

O auto-perdão é aceitar quem você é.

Auto-perdão não é auto-piedade do tipo: “Eu não tive escolha, fui obrigada a fazer isso, por que ele é culpado”.

Auto perdão não é imaturidade em terceirizar a responsabilidade pela própria vida e escolhas.

O auto-perdão é diferente. É auto-aceitação. É limitar-se a sua condição frágil de ser humano e não poder julgar nem a si, e nem o outro. Aceitando você e o outro tal como é.

Ah, mas dói. Por que culpa não dá para arrancar e deixar no banco de qualquer praça e nunca mais voltar para buscar e carregar por mais uns meses.

Ás vezes, pensamos:

“Tem certas coisas que não perdemos nessa vida, nos livramos.”

E esse é. o irônico da vida. A verdade é que não perdemos nada, por que ninguém é de ninguém, nada vale a pena, nem dinheiro, nem fortuna.

Mas a ilusão de. que nos livramos é tão burra e passageira.

A alma sempre carrega aquilo que a vida nos dá, como nos livramos daquilo que se acumula na alma?

A alma acumula rancor, orgulho, avareza, culpa, remorso, alegria, melancolia…e por aí vai…

Essa não é uma reflexão religiosa ou sobre o espírito.

Mas apenas a certeza, que na vida, não perdemos e. não nos livramos de nada. Tudo fica.

E se fica, que seja resiliente.

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