Barbie Desconstruída

Eu nunca fui loira, magra e alta. E tudo bem. Eu nunca tive Barbie. Tudo bem, também. Tive Susi, a versão brasileira da boneca mais famosa do mundo, tão loira, magra e alta quanto a original.

Eu amava minhas bonecas, trocava as roupas delas, penteava seus cabelos e as achava lindas. Mas nunca me comparei a elas. Eram um brinquedo. Garotas charmosas que protagonizavam minhas minisséries imaginárias.

Durante a infância, não tive inveja ou recalque por causa de uma Susi, Barbie ou qualquer outro brinquedo. As Barbies só passaram a ser referência de beleza na minha fase adulta, quando comentava com minhas irmãs que tal mulher tinha pernas perfeitas, “pernas de Barbie”, o que nunca foi nosso forte. Ainda assim, sem drama! Apenas fazendo uma divertida reverência ao belo par de pernas da minha companheira de infância.

Mas a pobre Barbie foi criticada durante anos por sua suposta tirania estética. Ela sim, sofreu bullying. Bela demais para ser aceita, como costuma acontecer com meninas bonitas no colégio. A garota bonita precisou baixar a guarda para sobreviver no mundo dos politicamente neuróticos.

Ai, que pena. Que pena que os adultos prefiram estigmatizar uma boneca a cultivar a autoestima das suas crianças.


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