Os humilhados estão sendo exaltados

Livros, controle de video-game, HQ e óculos, os clichês nerd. Foto própria.

No dia 25 de maio, comemora-se o Dia do Orgulho Nerd ou Dia da Toalha, a data é uma homenagem ao dia de lançamento do primeiro filme de Star Wars — Episódio IV: Uma Nova Esperança — e também a outro ícone geek, a Saga O Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams, que começou a ser comemorado no mesmo dia, mas a partir de 2011.

Camisetas com referências a filmes, óculos e saber de cor os jogos de Atari, nos anos 70 podia te fazer ser o cara isolado que curte coisas chatas, mas hoje o cenário é um tanto diferente. Os nerds, por mais contraditório que pareça, tem ganhado crescente popularidade.

Como e por quê?

Agora com a atenção midiática, os gostos, antes peculiares, estão sendo considerado Cultura Pop e por isso ganham eventos temáticos. A Comic Con Experience — CCXP –, por exemplo, é um evento que reúne filmes, livros, séries e vídeo-games em um só ambiente e a cada edição bate recordes de público. A Brasil Game Show, maior feira de jogos da América Latina e a Bienal do Livro — SP e RJ — também são demonstrações dessa fase.

“A mídia de certa forma está dando mais destaque para as coisas “de nerd”, tipo Star Wars e os filmes da Marvel. Aqui no Brasil a gente teve a chegada da CCXP, que foi um BOOM! Antes acho que tinha a Comic Con Brasil e o Anime Friends que é mais underground” afirma Maiary Rodrigues, estudante de turismo da FATEC — Faculdade de Tecnologia de São Paulo.

Outro colaborador nessa história, tem sido o Youtube. O “Jovem Nerd”, canal da plataforma, tem conteúdo que trata de todos os assuntos, de diversos ângulos — podcasts, entrevistas e curiosidades — divulgando de forma descolada o universo geek. Os setores comerciais de desenvolvedoras de jogos, editoras de e produtoras de filmes, aproveitam para vender produtos derivados, tais como canecas, pôsteres, pingentes, action figures — bonecos de personagens colecionáveis — entre outras coisas.

O termo “nerd” deixou de ser usado de forma pejorativa, de alguém estranho e antissocial, e tem sido sinônimo de alguém atualizado com tecnologia e entretenimento. O mercado para esse segmento, pode ser considerado o verdadeiro herói dessa história, pois ao mesmo tempo que abastece o arsenal de colecionáveis e preenche a agenda de fãs, consegue abastecer o próprio caixa.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.