Negro

já os olhos negros

Os seus predilectos nunca sentidos, hão-de um dia passearem-se nos seus verdes amendoados, dizer-lhes que o caminho é misturado. Juntos.

A vida passa o tempo a sussurrar-lhe

- Precisa-se coragem para se ter coragem!

E então passará Julia sempre nisto, no encalce duma coragem qualquer que perdida se vai entronar num peito com um coração partidinho aos pedacinhos de pequeninos de apertados. Julia, a amendoada criança-mulher e os olhos negros hão-de afundarem-se no escuro do oceano mais fundo dos fundos. Desfazem-se num negro escurecido a tons azuis-alilazados.

Juntos.

Fundem-se no céu que entreabre o amanhecer com tímidos laranjas,

libertam as libelinhas e levantam voo os pássaros agitam-se aos saltitos…

então rasga o sol,

esguio… entre a madrugada do oceano quieto. Um cheiro a café já se sente no quarto. Os olhos negros preparam os sabores do corpo, torradas levemente esturricadas, avelãs açucaradas e romãs maduras,

tudo é negro e dormente mas cheira ao dia mais vivo e claro de sempre.

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