Inteligência emocional é o que distingue o bom líder do brutamontes

Você pode ser assertivo, mas agressivo não

Temendo parecer vacilante ou inseguro, é comum um líder confundir assertividade com agressividade no comando de uma organização — o que pode gerar resultados negativos, inclusive para a própria carreira, pois ele passa a ser visto como um brutamontes primitivo.

Lynn Taylor, psicóloga e autora de Tame Your Terrible Office Tyrant (“Amanse o terrível tirano de seu escritório”, em tradução livre), em artigo no site Psychology Today, faz a distinção necessária: enquanto líderes assertivos são admirados pela objetividade e clareza (“você seria capaz de entregar isso até a semana que vem?”, perguntam de forma direta, mas polida), os agressivos são vistos como ameaçadores (“entregue isso amanhã”).

Para a autora, o que difere esses dois tipos é a inteligência emocional, que permite ao assertivo determinar o timing exato das tarefas, avaliar as reações das pessoas a seu redor, ganhar sua confiança e considerar as consequências de suas convicções prévias.

Lynn sugere que, embora o subordinado não deva simplesmente se intimidar com o agressivo, seria um erro “combater o fogo com fogo” — até pelas diferenças hierárquicas. Em vez de reagir impetuosamente, o certo é ouvir as ordens do agressivo até o fim e aí expor suas ponderações sobre alternativas à tarefa, usando argumentos sensatos e elaborados, além de incorporar, sempre que possível, alguns componentes da tarefa original em sua nova proposta, como forma de se chegar a um consenso. Conforme resume a psicóloga, relações de trabalho não são um jogo de vida ou morte, e sim a arte de se obter o melhor resultado.

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