Nosso papel no mundo

O mundo carece de pessoas que se disponham a se colocar no lugar do outro, para que a empatia minimize o egoísmo e a intolerância que lotam as sociedades, afastando-nos uns dos outros. É preciso ter consciência de que cada um age conforme aquilo que possui dentro de si, para podermos acolher o outro em nossas vidas com sinceridade. É preciso estar muito afinado com a própria vida, com a alma serena para ouvir e sentir as energias que existem ao nosso redor.

Devemos, sim, estender ajuda, apoiar e clarear os passos de quem caminha conosco, mas jamais tomando como nossa toda carga negativa que o outro atraiu para junto de si. Caso não consigamos ser solidários sem carregar em nossos ombros os pesos que não são nossos de fato, não conseguiremos ajudar a ninguém, tampouco a nós mesmos.

O mundo é isso — revelou — Um montão de gente, um mar de fogueirinhas. Cada pessoa brilha com luz própria entre todas as outras. Não existem duas fogueiras iguais. Existem fogueiras grandes e fogueiras pequenas e fogueiras de todas as cores. Existe gente de fogo sereno, que nem percebe o vento, e gente de fogo louco, que enche o ar de chispas. Alguns fogos, fogos bobos, não alumiam nem queimam; mas outros incendeiam a vida com tamanha vontade que é impossível olhar para eles sem pestanejar, e quem chegar perto pega fogo. (Eduardo Galeano)

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