.minha primeira Eurotrip.

Patricia Alencar
Jul 24, 2017 · 13 min read

.originalmente postado no facebook a cada ‘parte’ concluída, entre 16 de outubro e 11 de novembro de 2016.

Países visitados: Itália, Suíça, Alemanhã, Holanda do Norte, Bélgica, França e Espanha.

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Agora o presente de aniversário que ganhei de mim mesma. Chegou a hora de cumprir uma das metas de vida para antes dos 30: #partiu Eurotrip! Primeira vez que saio da América Latina, primeira vez sem segurança alguma em relação à língua.. haja frio na barriga!!!! — mas a alegria que está no meu coração é bem grande também.

Velho mundo, aí vamos nós!.

.resumo de viagem ~ parte 1: Roma.

Quando decidimos o roteiro da nossa #Eurotrip colocamos uma condição para ser cumprida durante a viagem: a gente poderia decidir ficar menos em algum lugar, mas só ficaríamos mais se fosse para mudar todo ele. Isso porque a chance de nos apaixonarmos por cada canto era quase certo. Claro que com Roma foi assim, só amor! Uma cidade histórica, charmosa e cheia deles.. italianos.. ahh os italianos.. que povo lindo, em vários sentidos! Caminhamos muito pela cidade (de ficar com dor nas pernas!), andamos de bus e metro. Conhecemos os principais pontos turísticos, fomos ao Vaticano, Colesseo e Palatino. Comemos pizza, massa e tomamos vinho. O fuso de 4h pra frente em relação ao Brasil foi bem tenso no primeiro dia, mas já estamos quase adaptadas. Partir de Roma não está sendo tão fácil. Mas a viagem está só começando!
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Sobre o vinda foi aventura desde o embarque pela cia Marroquina. Gastamos inglês, espanhol e até nos aventuramos a agradecer em árabe. Mas estamos nos saindo bem em relação a comunicação. Quando falta palavra sobra disposição e mímica para que possamos “dialogar com os gringos”. Espero que seja assim até o final. Agora #partiuFlorença

.resumo de viagem ~ parte 2: Firenze, San Gimignano, Assisi.

Eu dirigi na Toscana! Começo esse resumo falando da experiência incrível que foi alugar um carro em Firenze e pegar a estrada. Paisagens belíssimas e um pôr-do-sol de tirar o fôlego nos acompanharam entre as cidades de San Gimignano e Assisi. A primeira de construções medievais preservadímas que nos fez sentir como se estivéssemos num verdadeiro cenário cinematográfico! A segunda da fé, de São Francisco de Assis. O tempo estava instável nesse dia, pegamos do sol a chuva numa estrada cheia de italianos loucos que não respeitam nenhum pouco os limites de velocidade. Sorte a nossa que entramos em tantas igrejas que alguma benção a gente deve ter recebido. E falando em igreja, visitamos em Firenze a Duomo, igreja com a fachada mais maravilhosa que já vi. Subimos 461 degraus até a cúpula e, uau, que vista da cidade! Firenze é apaixonante. Aqui tomamos um dos melhores sorvetes da vida, fomos na Praça Michelangelo ver o entardecer e é com essa memória que nos despedimos da Itália. Agora#partiuSuíça encontrar uma linda amiga! Juliana Nonato Correa, estamos chegando.

.resumo de viagem ~ parte 3: Zug, Luzern, Zurich e Arlesheim.

Certa vez quando estava conversando com uma amiga (e inspiração Ariana- seu nome cai sempre muito bem rs), sobre meu sonho de conhecer a Europa e meu receio em relação a língua e coisa e tal, ela me tranquilizou com exemplos de como seres humanos são humanos em qualquer parte, com “os mesmo” medos, vontades, sonhos.. E aqui na Suíça, país de língua alemã, compreendi melhor isso, que é também um ensinamento valioso sobre liberdade, alçar vôos e se superar. Podia ter dado conta desse aprendizado pela passagem bem sucedida no país, mas nossa anfitriã é ainda melhor exemplo pra isso. Sorte a minha ter uma amiga tão corajosa que veio bater asas por essas bandas! E que fez nossos dias na Suíça serem tão especiais, onde nos sentimos como se estivéssemos em nossa própria casa. Seu vôo é tão lindo Juliana, eu tenho orgulho danado por poder acompanha sua trajetória. Gratidão imensa!
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Bem, más vamos ao resumo……
O caminho até a Suíça de trem não foi muito fácil.. Uma coisa curiosa é que muitos serviços por aqui são de auto-atendimento, como abastecer o carro, comprar bilhetes e mesmo compras no supermercado é possível ser self-service, até aí tudo bem, porém na estação de Firenze foi meio esquisito. Nosso primeiro trem (foram três até Zug) estava marcado para 1h40 da madrugada. Chegamos na estação lá pelas 0h e susto! O lugar parecia estação de cidade fantasma! Não tinha ninguém, nenhum funcionario, nada. Chegamos a pensar que tinha alguma coisa realmente errada. Ficamos por ali e em pouco tempo apareceram duas meninas que, depois do espanhol, descobrimos que elas também falavam português, aquele lá de Portugal. Nos juntamos as quatro e esperamos por duas horas, no maior frio, o trem para Bognona. Apesar de também estranharem a estação, elas nos ajudaram a entender o funcionamento dos trens e também fizeram com que aquelas horas fossem menos eternas. Nós descemos e elas seguiram até Veneza. Obrigada pela companhia Mariana eInês foi uma sorte encontrá-las! Espero revê-las no Brasil em breve!
De Bologna fomos para Milão, de Milão para Zug. Chegamos por volta do meio dia do domingo e na estação a Ju já estávamos nos esperando, decidimos almoçar na casa dela, passamos no mercado e depois de tanta massa e pizza tivemos um delicioso almoço com legumes e arroz.

Foi o primeiro dia mais tranquilo da viagem, batemos papo e a noite saímos pela cidade que as 19h já estava deserta. Foi aqui também que tomamos nosso primeiro café da manhã decente.. Esse negócio de viajar pela Europa tendo que economizar grana não é tão glamuroso quanto parece! Hahaha.. No dia seguinte fomos conhecer Luzern (enquanto a Ju foi trabalhar).. Não sei mais quais adjetivos usar, é tão tão lindo tudo. No centro de info turísticas a moça falava português, pegamos o mapa e saímos pela cidade. Já estamos feras em ler mapas!

Depois foi a vez de Zurich, a terça-feira estava muito chuvoso e, confesso, deu preguicinha, saímos só à tarde de casa. Cidade grande, bonita mas que não conseguimos explorar tanto quanto gostaríamos. As águas dos lagos que cortam as cidades aqui são transparentes de tão limpas, tem peixe, é lindo de ver. No fim do dia conhecemos um suíço que fala espanhol e dança salsa e que nos mostrou mais um pouco da cidade. Mucho gusto en conocerte Pascal, ahora tiene que visitar Rio de Janeiro, si!?

A noite a Ju encontrou com a gente em Zurich para irmos num delicioso restaurante vegano e começar a despedida.
Hoje foi dia de tomar o último café da manhã juntas na Suíça. Saímos cedo de Zug a caminho de Arlesheim Dorf onde mataria mais um pouco da saudade dos amigos distantes. Depois de algumas confusões nas estações e falta de internet para comunicar encontramos o Vital, amigo de mais de 15 anos que vive na Alemanha mas trabalha na Suíça e para quem trouxe uma viola que viajou com a gente nos bus, trens e hostels. Alívio de ter entregue a encomenda inteira! Rs. Fomos com ele e um pessoal de seu trabalho numa loja de fantasias para halloween em outra cidadezinha, vimos mais paisagens lindas e assim nos despedimos da Suíça. Pegamos a estrada, cruzamos a fronteira e chegamos aqui em Freiburg, Alemanha.
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Suíça foi uma surpresa bem surpreendente mesmo. Talvez se não tivesse uma amiga por lá o país nem entrasse no roteiro. Ficou como nosso país surreal (de verdade) onde a frase “problema suíço” virou gíria-adjetivo. Rs. A sorte é que pra Ju, pelo menos agora, foi um até logo, porque meu coração tá apertou demais com a partida….. Mas bora conhecer um pedacinho da Alemanha! #partiuFreiburgAlemanha

.resumo de viagem ~ parte 4: Colmar e Freiburg.

Vital e eu nos conhecemos no ano 2000 quando fizemos teatro juntos. Foi uma fase incrível das nossas vidas, daquelas que são sempre lembradas com nostalgia e, se tratando do Vital, com muita música. Foi assim a primeira noite em Freiburg, cantarolando canções que me fizeram viajar no tempo. Ahhh o tempo.. Depois de anos e tantos acontecimentos nos reencontramos aqui. Vital é casado com uma alemã linda de nome perfeito pra ser seu par: a Viola. Eles têm dois filhos incríveis, que falam português e alemão e são inteligentes demais. Foi o momento mais família da #Eurotrip.
Freiburg está do lado da França e da Suíça e, por isso, acabamos queimando a largada e visitando uma cidade francesa chamada Colmar. Como todas por aqui ela é bem charmosa e boa pra compras. Fomos na Decathlon e foi bem difícil controlar os gastos. Por lá almoçamos e passeamos um pouco. A noite fomos dar uma volta por Freiburg e acabamos num jazz num porão todo quentinho. O tempo aqui está bem frio pra nós.
No dia seguinte turistamos, visitamos a principal igreja e Vital nos falou um pouco da história da cidade. Já perdi a conta de quantas igrejas conhecemos até aqui. De dentro da floresta negra a vista da cidade é fantástica, fizemos muitas fotos e também almoçamos num restaurante que fica lá em cima da montanha.
Fomos ao mercado, comemos muitas comidas típicas e escutamos muito alemão. Até aprendi a fazer um prato que quero repetir no Brasil, o Kartoffelpuffer. Aguardem!

Nos arriscamos a tentar falar algumas coisas, mas confesso que não fomos muito bem sucedidas. Rs. Hoje as crianças tiveram uma festa no meio da floresta com caça ao tesouro, churrasco e bolo. Parte da pegada sustentável da cidade.
Agora vamos numa festa de aniversário ver vital tocar, conhecer mais alemães e nos despedir.
Ai ai, difícil dizer tchau pra essa família que também é minha..

Já passamos da metade da viagem, tá voando! Chegou a hora de conhecer a famosa Holanda! #partiuAmsterdam

.resumo de viagem ~ parte 5: Amsterdam e Brussels.

*No último resumo contei que estávamos indo numa festa em Freiburg e preciso dizer o quanto ela foi incrível, fora as comidas deliciosas, conhecermos a Marisa uma portuguesa que me fez querer morar na Alemanha de tanto amor. Marisa, eu vou voltar! Saímos no meio da festa com o coração partido. Vital nos levou na rodoviária na madruga e assim nos despedimos. Obrigada mais uma vez meu amigo!
*
Amsterdam foi um capítulo especial na viagem. Partimos para lá de bus, com uma troca em Frankfurt. Isso foi na mesma noite em que entrou o horário de inverno. | Atrase seu relógio em uma hora. | Então esperamos nas calçadas do centro de Frankfurt, no maior frio, o próximo bus. Coisa de centro de São Paulo, sabe como é? No bus tive uma conversa no mínimo interessante com um turco. Como? Google translate meus amigos! Hahha Juro! E rendeu papo! Ele nos ajudou também a perguntar sobre o próximo bus naquela madrugada gelada. Thank you by your help Alaaddin! We see in the switzerland in the next year!?

Chegando em Amsterdam nos dirigimos para o hostel, no caminho tivemos boas amostras de como o povo holandês é bacana e o quanto a cidade é caótica em relação ao trânsito. Carro, traim e muitas, muitas bicicletas. Quase fomos atropeladas algumas vezes.. Lá reencontramos a Juliana com quem caminhamos e aproveitamos um pouco mais da noite da cidade. Em Amsterdam descobri uma cerveja boa! Sim! Guinness da Irlanda, uma cerveja escura que desceu suave. É essa!!

Fizemos passeio de barco, andamos bastante e visitamos a exposição do Banksy que estava por lá. Já a Casa de Anne Frank não conseguimos visitar, teríamos que ter comprado antes pela net. Aprendizados..
Conhecemos também o Red Light District, passamos por lá ainda cedo então foi tranquilo. E depois de muitas risadas e conversas nos despedimos da Ju e da cidade jovem cheia de coisas à descobrir. Voltar lá é quase obrigatório pra mim!
Partimos para Bruxelas. Chegamos no feriado e a cidade estava bem tranquila. Conhecemos os principais pontos turísticos, o centro da cidade é uma mistura entre prédios históricos e outros modernos. Experimentamos as famosas batatas fritas e, depois do hostel de quarto misto para 12 em Amsterdam, dormimos num hotel com quarto e banheiro privados. Maior luxo da viagem! Rs
Agora seguimos para penúltima cidade da nossa #eurotrip: próxima parada Paris. Filipe já pode fazer o café! Rs #partiuFrança

.resumo de viagem ~ parte 6: Paris.

Quem me conhece bem já sabe que eu sou do tipo de pessoa que se deixa apaixonar fácil.. Coisas, atividades, pessoas, lugares.. Por vezes desapaixono com a mesma velocidade, mas com Paris.. Ahh Paris.. É magia demais pra conseguir deixar de amar. Se meu coração já esteve apertado com alguns dos vários adeus que disse pela Europa, dessa vez foi mais forte.
Paris é especial em cada canto, caminhar pela cidade mesmo que sem rumo já é um belo passeio.
Aqui visitamos os Jardins du Luxembourg, a Place de la Bastille, Republique, Panthéon, Notre Dame, Basilique du Sacré-Coeur — de onde tivemos uma bela vista panorâmica, Arc de Triomphe, Tour Eiffel de dia e de noite — é uma beleza só! E o Musée du Louvre — que museu! É incrível pra quem gosta de história e antiguidade. Nós ficamos boas 4 horas lá, mas passaríamos dias!
E não poderiam faltar reencontros na doce Paris. É saudade que se mata e se alimenta a cada oi e despedida. Foram dois. Um deles assim que chegamos, nosso anfitrião e amigo Filipe, que conheci em 2009 quando trabalhamos juntos, nos recebeu de peito aberto, com as melhores dicas turísticas, café da manhã ‘mara’, conversas que fizeram o tempo passar voando e até balada africana.

Obrigada por tudo Fe!
O segundo poderia ser inspiração pra um enredo cinematográfico! Rs. No ano passado eu estive no Chile e conheci um brasileiro perdido — assim como eu estava — em Val Paraíso. Foi por acaso, durante o passeio meio sem rumo pela cidade que Eduardo e eu decidimos caminhar juntos. Passado quase que exatamente um ano nos reencontramos em Paris. Ele mora por aqui, numa cidade vizinha. Foi um reencontro meio surpresa, desses que a gente acha que nunca mais vai acontecer. Coisas que só Paris pode reservar. (Exagero e licença poética porque a cidade merece! Rs).

Paris tem trânsito carregado e muitos moradores de rua, que também se deve à quantidade de refugiados na cidade. Tem muita gente jovem e uma noite pra lá de boêmia. Tem também queijos, vinhos e crepe pra todo lado. Sobre os parisienses serem chatos ou mal humorados a gente deve ter dado muita sorte porque fomos muito bem recebidas, e tivemos ajuda até mesmo sem pedir. #merci
Na minha lista de cidades favoritas do mundo, certamente, Paris não ficará de fora.

Bora pro último destino e um dos mais aguardados por mim:#partiuBarcelonaNaan calma nego que to chegando! Rs.

.resumo de viagem ~ parte 7 (final): Barcelona.

Penso que um dos sentimentos mais doidos que existe é a saudade. Por vezes dói, mas nunca vem de algo realmente ruim. A gente sente saudade de coisa boa, de experiências, lugares, pessoas.. E não tem nada melhor do que sentir saudade pra gente poder matar, né!? Acho que ela até nos ajuda em alguma escala a saber o que importa pro nosso coração.. E é desse sentimento lindo que meu peito está cheio agora. Saudade de tudo que vivi, conheci e das pessoas que reencontrei na minha primeira #eurotrip. E da saudade que vou começar a matar amanhã cedo. Chegou a hora de voltar pra casa.
Barcelona foi a última cidade que conhecemos e a que mais permanecemos. Cinco dias de praia, monumentos, passeios de bike, vinho e festa. Aqui reencontrei o Naan Silva esse lindo que me levou pra melhor balada ever desses 25 dias. Conheci alguns dos seus amigos e dei muita risada. Raul em especial deixou a dança ainda melhor, com seu bigodon super desenhado ‘a la Dalí’. Outro brasileiro que conheci por aqui me deu o prazer de horas de conversas filosóficas. Leo Otero seguimos crescendo né!? Rs
Nesses dias conheci uma Europa muito receptiva, cheia de histórias e lugares lindos, comidas diferentes e várias línguas. Uma Europa musical por toda parte, das ruas aos metros e trens. Foram 7 países, 13 cidades, dezenas de quilômetros caminhados, e muito amor.

Agradeço imensamente a todos que nos abrigaram (Juliana, Vital e Filipe), a todos que nos deram o prazer de conhecer e a todos que ficaram no Brasil na torcida e com saudade. Volto cheia de alegria e, certamente, numa versão melhorada! Rs. Logo menos, calor!! Iupiiiii

Patricia Alencar

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