O dia que eu fiquei de saco cheio de tudo

Pensei em refazer o título, mas nada expressa melhor o que eu senti quando deletei o Facebook e excluí o aplicativo do Twitter e Instagram do celular. Não tenho mais paciência e é isso, não aguento mais informação inútil me batendo de todos os lados, não aguento mais lidar com drama forçado pra ganhar like, não aguento mais as pessoas perdendo a noção pra ficarem famosas.

Também sei que a internet é de todo mundo, aqui eu encontro todos os tipos de conteúdo, mas resolvi fazer o meu melhor pra evitar informação inútil e estressante. Facebook é uma maravilha pra foder o bem estar de qualquer um, se aceitamos 4 mil pessoas — quem se interessa pela vida de QUATRO MIL PESSOAS? — vamos acabar transformando nosso feed num limbo sem fim, e não podemos reclamar. As pessoas na internet não vão parar de cagar pelos dedos porque meia dúzia não aguenta mais, então a melhor saída foi desativar minha conta de anos e fazer uma mais privada, com incríveis 70 amigos. 70 pessoas que me interessam, que eu conheço de alguma forma e tenho vontade de acompanhar, o resto é resto. Eu passo tempo demais na internet, até porque meu trabalho depende disso, pra deixar lixo entrar no meu feed. Tudo pode ser dosado, e essa foi a melhor decisão que eu tomei, por mais metida e pretensiosa que eu pareça.

Ler pessoas reclamando, contando histórias falsas, brigas em comentários, nos afeta diretamente e sentimos aquela raiva e necessidade de debater com alguém que não sabe nem escrever direito, com alguém que é frustrado e não aceita opiniões contrárias, isso se arrasta pro Twitter, infelizmente. O problema da internet hoje em dia são os extremos, os extremos são insuportáveis, como se já não bastassem os problemas da vida real.

É um vício. Mas eu não preciso saber quem teve filhos, pra onde as pessoas viajaram, o que elas comeram, quem terminou um noivado, quem tem feed mais bonito. As pessoas tem total liberdade pra compartilharem qualquer coisas, mas eu não preciso ver ou saber nada disso.

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