Sobre ser a mina do T.I

Paixão de uma vida inteira

Paula Diniz
Jul 26, 2017 · 4 min read

Senti uma nostalgia enorme olhando pro outro lado do quarto, onde meu PC costumava ficar, e me senti na obrigação de escrever sobre como aquele dia em Novembro de 2003 definiu o que eu sou hoje. No final de 2016 completaram-se 13 anos desde que ganhei meu primeiro computador, era um daqueles com o monitor grande, sem nenhuma frescura porque era o que meus pais conseguiram pagar na época e também porque era o suficiente pra uma criança de quase 9 anos de idade.

De 2003 pra frente minha vida mudou completamente por conta da internet e daqueles blogs no Weblogger, UOL e Blogger, não me contentava em só mudar o layout, eu queria fazer o meu, foi quando arrastei minha mãe pra 25 de Março e comprei meu primeiro CD do Photoshop e do Fireworks, mas…e depois do design pronto, o que faltava? Faltava abrir o FrontPage e fazer o código do layout e era um sufoco deixar tudo organizado, ainda mais em tempos de Internet Explorer e conexão lenta, lembro de hospedar todas as minhas imagens 800x600 no Photobucket e no final tudo dava “certo”.

O primeiro lugar onde li tutoriais, sdds BRUMAXIMUS ❤

Fui crescendo e essa febre toda de blogs acabou, era basicamente um diário bobo, muita gente continuou e eu, como sempre, desisti e fui fazer outras coisas pela internet, como por exemplo usar o Orkut loucamente. Em uma das minhas aulas de informática no colégio a professora veio com esse tal de HTML e eu já sabia muita, mas muita coisa, e daí em diante eu passei a chegar da escola e me enfiar no quarto, passando horas e horas e horas e horas lendo sobre como os sites eram feitos, entrando nos fóruns, descobrindo o CSS que era extremamente confuso pra mim, que sabia quase nada de inglês, até chegar 2006 e aprender minha primeira linguagem: o C#. E não, eu não lembro quando foi meu primeiro Hello World.

Nessa época o Youtube tava nascendo, então não existiam super tutoriais, era sempre um blog de alguém com ótimo coração e infinitos prints de como o código deveria ser feito, e assim eu matei minhas tardes até 2008, lendo, codando, sem saber onde aquilo poderia me levar e sempre ouvindo que passar horas na frente de um computador não dava futuro, e escutar esse tipo de coisa me desanimou de uma forma absurda, então passei a ter o desenvolvimento como um hobby bobo.

Não desenvolvi nada de verdade até 2009, quando um dos meus amigos do colégio me explicou o que era um Front End e um Back End, e então decidimos fazer o site de uma livraria que ele conhecia e demos o nome pra nossa empresa imaginária de POKECODE (sim, Poke de Pokémon e Code de Code mesmo). Não duramos muito, o colégio acabou, eu não tinha ideia do que fazer da vida, então fui procurar meu primeiro emprego até resolver o que queria, e o que eu sabia fazer? Pois é, eu sabia fazer site, e em Julho de 2011 consegui meu primeiro emprego como Front End.

Depois desse primeiro emprego-meio-freela passei por 2 agências de publicidade, onde errei muito, cresci demais e decidi que era melhor ficar longe de agências por um bom tempo. Em algum ponto da minha vida, prestes a completar 20 anos, decidi que Engenharia Civil era meu futuro, e lá estava eu, estudando dia e noite, sem emprego e jurando que seria uma engenheira sensacional, mas sempre com o peso no coração de ter abandonado o que amava.

Durante esse meio tempo aprendi JAVA, não era nada sensacional, eu simplesmente decorei tudo, engoli uns livros, fiz umas coisas e me enfiei na IBM por indicação de um amigo. A empresa é ótima, eu que não tinha ideia do que tava fazendo por lá, mas essa é uma parte da vida que eu evito contar. Tempos conturbados, tempos conturbados…Enfim, a engenharia passou a ser um peso pra mim, a época de estágio obrigatória ficava cada vez mais próxima e eu não queria largar meus freelas por nada no mundo, até que eu fiz a escolha mais óbvia: trancar a matrícula e mudar pra Ciência da Computação.

E chegamos em 2017, até agora eu não conquistei absolutamente nada, não sou nenhum exemplo de programadora, mas tenho trabalhado e estudado pra tentar ser. Ainda tenho meus traumas, detesto pessoas lendo meu código, mas em compensação tenho uma linda palestra montada só esperando o próximo evento. :)

Paula Diniz

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Faço sites. E finjo que escrevo.

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