Piracicaba, 23 de outubro de 2018.

Olá equipe J&J, como estão?

Sou Paula Orizio Rodrigues, Paulinha, Xamex ou Xamis. Tenho 22 anos e em, breve, serei uma economista formada pela Universidade de São Paulo (USP), campus de Piracicaba, interior de São Paulo — cidade, inclusive, na qual sempre vivi. Sou uma pessoa agitada, proativa, avessa ao comodismo e a monotonia, amo estar na correria, conhecer pessoas e, acima de tudo, sou apaixonada por desafios. Espero que ao longo dessa carta eu consiga transmitir isso a vocês! Vamos lá?

As minhas lembranças de vida começam aos 5 ou 6 anos, lembranças essas bem felizes, de uma criança que adorava brincar, se sujar, e amava a hora de tomar banho e usar aquele shampoo amarelinho que não ardia os olhos. Confesso que nunca dei muito trabalho para meus pais, sempre fui bem na escola e não era de fazer bagunça dentro da sala.

Minha adolescência também foi tranquila, passei sem muitos traumas pela minha puberdade, e tive sorte sobre o famoso dilema de escolher a profissão. Nunca tive dúvidas que queria prestar Economia no vestibular — sempre gostei de assistir jornal, ler notícias, sempre quis entender aqueles gráficos estranhos da bolsa de valores, ou o porquê o dólar varia tanto em período de eleição.

Mas claro, saber a profissão é meio caminho percorrido, passar no vestibular é a outra metade, muito mais espinhosa. Entre 2013 e 2014 sofri com isso: 2013 me formei, não passei em nenhuma universidade pública (meu sonho à época), e em 2014 fiz cursinho. Sem dúvidas, foi um período difícil, no qual sofri com pressão, com a incessante rotina de estudos, com o nervosismo e com tudo que isso acarreta fisicamente para o nosso corpo (ainda bem que aquele remedinho contra azia me salvava depois do almoço). Apesar de ter sido um ano caótico, amadureci muito, e descobri uma força interior que nem sabia que tinha. Hoje, vejo que ter feito cursinho me muito ajudou a crescer como pessoa.

Em 2015 ingressei na USP, campus da “Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz” (ESALQ).Estar presente em uma universidade pública , certamente, é um dos meus maiores orgulhos. E, não só estar presente, mas se fazer presente na Universidade, aproveitando cada oportunidade, me faz sentir que todo o esforço valeu a pena.

Quero destacar também que a ESALQ não foi importante só em termos profissionais, como discorrerei a seguir, mas foi nela que me moldei como pessoa, me transformei, abri meus pensamentos, amadureci pessoalmente e, principalmente, criei amizades que levarei comigo para sempre. Porque, para mim, ter amigos é muito mais do que ter companhia para aqueles jogos universitários (que eu amo, diga-se de passagem), ou ter aquele ombro que vai te emprestar o Sundown antes da festa à tarde, evitando que você fique vermelho para o resto da semana. Ter amigos é compartilhar experiências, é passar por bons e maus momentos. É crescer junto, mas chorar junto também.

Alguns momentos felizes ao lado dos meus amigos (eu sou a de boné vermelho na primeira foto).

A primeira oportunidade que agarrei dentro da USP foi participar da Esalq Júnior Economia e Administração (EJEA), em 2015 e 2016, como Gerente de Relações Públicas. A EJEA me ajudou a encontrar um direcionamento para a graduação, a entender aquele mundo universitário (muito novo para mim), me ajudou a criar responsabilidades, lidar com pessoas, aceitar diferentes opiniões, me ajudou a entender a dinâmica de uma reunião, como se faz uma ata, um “projeto de consultoria”, e como se lida com tudo isso, ao mesmo tempo que se aprende derivadas e integrais naquelas aulas de cálculo terça à tarde.

A EJEA também me trouxe experiências incríveis com eventos e me deixou amizades que levarei para sempre, seja dentro do Movimento Empresa Júnior (MEJ), seja na própria EJEA.

Na foto de cima, um lindo evento da USP Júnior, e na de baixo, troca de gestão da EJEA (minha última participação).

Em 2017, me tornei estagiária do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), na equipe Suínos, Aves e Ovos, sendo responsável pelo indicador diário do suíno vivo. Assim, realizava ligações para coleta de preços, entrava com os dados no sistema, e fechava o indicador. Além dessas atividades diárias, também ajudava na elaboração das análises semanais sobre o mercado suinícola.

Estar no CEPEA agregou outros aprendizados na minha vida pessoal e profissional. Ter responsabilidade com horários, responder a um gestor, saber levar “bronca”, e ter em suas mãos um indicador que pode mudar a negociação inteira de um produtor, podendo fazer ele ganhar (ou perder) muito dinheiro, me ajudou a ter mais maturidade e noção da importância do meu trabalho.

Aqui, churrasco de confraternização da equipe Suínos, Aves e Ovos.

Finalmente, em 2018, outra fase da minha vida se iniciou. Sem muitas matérias para fazer, comecei a fazer estágio na 3M do Brasil, na área de Relações Governamentais. Apesar de ser um segmento que não tem tanta proximidade com meu curso, resolvi me desafiar e tentar aproximar meus conhecimentos em economia às minhas atividades. Entretanto, ao longo desses 10 meses, consegui entender que ter a oportunidade de estar dentro de uma multinacional é muito mais do que aplicar seus aprendizados naquilo que você faz.

Estar presente na 3M tem sido uma experiência extremamente enriquecedora, especialmente no que tange o entendimento de como é o funcionamento de uma multinacional, os procedimentos, processos e forma de atuação. Ademais, a área de Relações Governamentais, por ser uma área corporativa, me permite o contato direto com várias áreas de negócios da empresa, o que também é uma forma de ampliar meu leque conhecimento.

Equipe 3M.

Também considero que esse ano trouxe a maior mudança da minha vida pessoal. Resolvi sair da casa dos meus pais no começo do ano, e fui morar com algumas amigas em um apartamento. Esse foi outro desafio que impus a mim, novas responsabilidades, aprendizados e rotina (sem minha mãe para preparar aquela janta, e sem o carro para me ajudar no vai e vem — sorte a minha ter sempre Band-Aids na bolsa que me salvam das bolhas nos pés).

À esquerda: meus pais, eu e minha irmã criancinhas (meu alicerce, vivi com eles a vida inteira). À direita, amigas e minhas novas companheiras de lar!

Por fim, ao final desse ciclo, já estou quase formada (olha eu ali embaixo, na tradicional foto de formatura), e em busca de novos desafios. Confesso que a incerteza para o próximo ano, e os questionamentos sobre o que farei em 2019 me ocasionam periódicas dores de cabeça (por isso já considero o Tylenol meu novo melhor amigo). Apesar da insegurança continuo acreditando, e tenho fé que o melhor acontece, sempre.

To formando :)

Não acredito ter um propósito fixo de vida, mas sim propósitos que vão se alterando conforme a roda da vida gira. Hoje, meu propósito é construir uma carreira profissional sólida, gratificante, APAIXONANTE. E, por que, não edificar esse propósito sendo trainee da Johnson & Johnson? Acredito fortemente que eu posso ter tudo isso dentro da J&J, afinal, já passei por tantas coisas junto com vocês, por que não passar mais? Agora muito mais próxima, ajudando outras pessoas a terem suas experiências mais prazerosas e, indiretamente, também participando dessas histórias.

Tomara que eu tenha conseguido passar um pouco de mim para vocês! E espero, em breve, encontrá-los pessoalmente!

Até mais!

Abraços,

Paula Orizio Rodrigues.