Descubra como ganhar dinheiro com games

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Por: Paula Farias

Se para alguns o videogame é apenas uma forma de diversão, para outros o game é uma forma de trabalho. No universo dos games existem algumas alternativas como trabalhar para alguma empresa, ou virar empreendedor e dono do próprio nariz.

Se liga em algumas dicas básicas para começar: estudar muito, entender como funciona a dinâmica de negócio da indústria de game, entender que existe espaço para diversos profissionais como psicólogos, roteiristas, tradutores, técnicos em áudio, pesquisadores, além dos programadores e animadores, ficar de olho no que acontece na Europa, na Ásia, já que o mundo dos games é sem fronteiras.

Trampo com games

Para entender como está atualmente o mercado de trabalho, vamos trocar uma ideia com pessoas que já são do ramo, como o Marcus Imaizumi, fundador da Escola Brasileira de Games e especialista em Marketing e Monetização para Indústria de Jogos e Aplicativos, com 15 anos de experiência.

“Apesar de o Brasil ser um dos maiores mercados em termos de consumo de jogos, ainda estamos engatinhando no que se refere a oportunidades de carreira, quando analisamos, por exemplo, o número de estúdios desenvolvedores e o volume de jogos lançados oficialmente no mercado. Olhando pelo lado de “vagas de emprego” em empresas de jogos no Brasil, podemos afirmar que é um mercado ainda bastante competitivo”, analisa.

“Entretanto, é justamente essa deficiência que abre caminho para o lado do empreendedorismo, que se mostra bem forte no Brasil. O acesso mais fácil as novas tecnologias e ferramentas de desenvolvimento faz com que qualquer pessoa consiga aprender a desenvolver jogos e lança-los comercialmente aqui ou no exterior”, aponta.

O Brasil, apesar das dificuldades, é um terreno para novas oportunidades, como explica Fabiano Onça, professor de Game e Design na Faculdade Impacta, com mais de 10 anos de experiência.

“O mercado de trabalho na área de games no Brasil possui uma grande qualidade: ao contrário de países como EUA, Japão, Inglaterra, que são mercados já maduros, aqui ainda é uma terra de oportunidades. Em termos de mercado voltado para o público final, existem iniciativas muito interessantes na área de Mobile.

Existem também estúdios que já conseguiram se inserir como fornecedores das grandes marcas internacionais. Justamente essa abertura de possibilidades nos permite pensar os jogos nos mais diferentes ambientes, atendendo a necessidades muito diversas. Hospitais precisam de processos gamificados. Empresas precisam de jogos para demonstrar conceitos de maneira rápida e divertida. Escolas buscam jogos que traduzam conteúdos áridos em experiências cativantes”.

E para quem está a fim de arriscar, fica a dica.

“Jogos já não são mais aqueles joguinhos que serão feitos para um videogame. Eles hoje invadiram a vida. Tudo pode ser transformado num jogo. Temos que ter ambição!”, conclui Fabiano Onça.

Originalmente publicado no site: Na Responsa

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