Cada passo que escolhemos trilhar nos leva para a morte.

Cada um… mata-se à sua maneira… Não por querer, nem por prazer, muito menos pra buscar a morte… para suportar a vida… Tudo que alimenta nossas mortes.. Pouco a pouco.. É também alimento diário, que nos faz permanecer vivos independente das circunstâncias… Julgar o alimento da morte do outro é nada mais que um subterfúgio para desviar-nos do nosso próprio trottoir para os braços daquela que cavalga dentre os abismos mais profundos.

Caminhamos para ela independente de cada vertente de escolha que foi feita. Nossos prazeres nos matam, nossas angústias nos matam, os nossos vícios nos aproximam da morte, morremos quando abominamos algo, mas também morremos quando apreciamos, morremos pela sobriedade ao passo que morremos pela embriaguez.

Diante de toda e qualquer circunstância, escolha, abdicação, alienação, se debruçará um pouco de morte. Ainda que estejamos em estado contemplativo para com a natureza da existência, caminharemos para a toda poderosa, arrebatadora dos bons, dos maus, dos que se esbaldam e dos que se resguardam. Ela, a única que se despiu de todo e qualquer preconceito, que pega no colo e leva consigo todas as almas… Sem pré julgamentos, escárnio, nojo, admiração… Tudo isso fica pra escala dos que ainda caminham para seu abraço.. A ela só resta abraçar…

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