Paula Maia
Jul 23, 2017 · 1 min read

Conhecer-se profundamente é uma atitude tão demorada quanto revolucionária… permitir-se o conhecimento profundo da própria alma requer uma dedicação e um tempo que usualmente nos é negado… Um ser humano que conhece a si mesmo é uma alma livre, ealmas livres são profundamente temidas e constantemente renegadas… A moeda de dominação mais efetiva sempre foi a aceitação, nada causa mais temor que do que ser deixado à própria sorte… nossas eiras e beiras sempre estiveram moldadas por filtros alheios… Pobre do homem que não sair das amarras egoicas que lhe aprisionam… que não ousar reconhecer a própria insignificância… o medo da rejeição nos afasta de nós, nos aproximando da mentira do outro… personagens mutuamente desconhecidos que interagem… mas a vida… ela não é uma novela de quinta categoria, por mais semelhanças que se possa encontrar… O medo nos toma… medo de olhar no espelho e ver o brilho pálido do globo ocular… a pequenez do brilho que nos equipara à poeira cósmica das estrelas… elas… as estrelas…. explodem em um brilho ainda mais intenso quando abandonam a existência… ao contrário de nós, que temos nosso ínfimo brilho emudecido com o passar dos poucos anos que habitamos a Terra… morremos mudos, sem grandes explosões, sem euforia, sem brilho, sem nada… que ao menos durante nossa estadia nessa vida fugidia possamos gritar nossas certezas… perceba que eu disse certezas… não verdades.

    Paula Maia

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