Podia chover canivete

Podia chover canivete toda vez que sentimentos intensos e puros fossem lançados pelo ralo… Mas os céus não choram vingança.. Os olhos do céu só derramam rancor de águas passadas eternamente remoídas.. Remoe-se águas que outrora refrescavam-nos a face.. Remoe- se emoções que outrora confortavam.. Remorso.. Remam pra trás e prendem-nos em um ciclo infindável de águas.. Senão as derramadas.. As presas em represálias lançadas pelas almas.. Almas que aprisionam águas.. Almas que aprisionam lágrimas.. Que de tanto aprenderem a se conter acabaram virando represas de amarguras.. Armas.. Almas armadas contra seu próprio estado de almas.. Almas clementes.. De mentes.. Mentes pra ti mesmo que já não possui mais alma e constrói uma prisão para si… dentro de si a fim de proteger-se do outro.. Muralha.. Podia chover canivete.. A fim de romper as barreiras que prendem tua alma à tua alma aprisionada..

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