Porque rolou um amor pela série Jessica Jones

Comecei a assistir a série depois de ver alguns trailers de Jessica Jones e sua história contra as capirotísses de um vilão que pensei ser realmente o Diabo…

Confesso: adoro série e filmes de capirotísses e só comecei a assistir por isso (porque não conhecia a personagem dos quadrinhos).

A série começa sutil, sem efeitos especiais toscos para mostrar os super poderes de seu personagens e tem um background noir ao abordar histórias de detetive e seus clientes num clima frio e sem piadinhas. Já começava a ganhar meu amor.

Só que no caso o detetive da história é uma mulher, Jessica Jones, personagem principal da série e heroína da bagaça. Mais afundo, ela não quer ser a heroína; não precisa (nem quer) ser a queridinha; é indiferente a opinião dos outros; não segue os padrões machistas de superheroínas rabiscadas nos quadrinhos Márvel fazendo muito bem seu papel dentro de suas roupas largas e nada sexys (#IssoNãoMeDefine); cara lavada; temperamento fechado, desconfiado e distante. Não contente, existem outras personagens femininas: mulheres poderosas, decididas, que fazem o que querem da vida na normalidade que as coisas na vida real deveriam ser encaradas no que diz respeito ao universo feminino. Elas falam de trabalho, de aborto, de como se defender de um vilão que controla a mente das pessoas. Acima de tudo: são mulheres fortes que não dialogam entre si sobre romances, relacionamentos, sobre seus “machos”… coisa típica de filme.

A série transcende o Teste de Bechdel!!! VIVA!

Do outro lado vem Kilgrave (Homem Púrpura nos quadrinhos) como vilão: um britânico elegAnte, egoísta, narcisista, sádico. Ele nunca pede, apenas manda; não aceita frustrações; é imediatista; é o único e não tolerá que alguém seja tão brilhante ou mais que ele. Toda conversa egocentrista gira em torno de seu mundo e do quanto ele é espetácular. Com o poder BEM FO-DA de controlar a mente de qualquer um e fazer das mesmas marionetes que sentem-se impotentes, indefezas, “pedaços de merda” ao fazerem tudo o que ele exige. É o perfeito cara que manipula uma situação, uma conversa, um assunto para que a outra pessoa acredite piamente que a culpada da merda toda é ela, e nunca ele, porque afinal “ele é perfeito”. Porque não se achar “um deus”?

Sim, no início pensei que ele era o capiroto, mas numa analise mais próxima vejo que ele é muitos dos que estão por todo lugar onde passamos. É um ótimo esteriótipo do machão alfa que tem tudo o que quer com o mais puro e simples terror psicológico. Acha que todos têm que servir seus caprichos e suas preguiças. Ele é a figura que aterroriza MUITA MULHER e, apesar delas saberem que estão em situação de risco e que aquilo não é correto, por questões culturais, elas vivem se questionando se não estão loucas, umas vez que foram educadas dentro desses parâmetros. Ele é o cara que grita com a namorada dentro do restaurante; o que determina o que a mulher deve usar ou não; que dita o que ela deve fazer e que lugares frequentar; é o cara que bate na mulher e depois acusa o abuso de álcool e a falta de compreensão da mulher; é o cara que sempre vira seus erros e atitudes negativas como se fosse culpa da mulher…

Enfim!
Recomendo assistirem e verem mais detalhes sobre a série e sobre esse universo feminino que está sendo FI-NAL-MEN-TE abordado.

Mas analisem aí sob a ótica particular de vocês… vai que não é bem assim… vai que eu “estou louca”…

Show your support

Clapping shows how much you appreciated p.’s story.