Inspirando…. mais opções de caminhos para as mães!

Você é mãe? Trabalha? Então você, assim como eu, já deve ter ouvido tanta coisa lastimável por ai, como:

- você não vai crescer na carreira
 — se você sair às 18h vão achar que você não trabalha / não está motivada / não é comprometida
 — você precisa arrumar algum esquema para não ter que sair do trabalho às 18h
 — se você engravidar agora vai perder um monte de oportunidades
 — se você aceitar esta oportunidade, vai precisar se dedicar FULLTIME, estar 100 % disponível
 — você pode viajar com frequência?
 — você vai ter mais filhos? 
 — por que você foi engravidar agora? tinha planos pra você

e TANTAS outras!

Em todas essas situações acima eu me senti violentada no direito de querer ser boa mãe e boa profissional, ao mesmo tempo, tudo junto & misturado. E continuo acreditando que é, sim, possível se dar muito bem nessas duas frentes de atuação. Mas falta flexibilidade nesse mundo, falta empatia, falta entendimento de que uma mãe está cuidando de uma questão muito importante: o futuro de uma nação, da humanidade. Ninguém se desenvolve sozinho.

Não é possível que a tarefa de formar um ser humano não seja valorizada. Não é possível que não tenham entendido que é sim rico e estimulante um ambiente que contenha pessoas com diferentes realidades, idades, religiões, gêneros, opções sexuais, status social, etc. Não é possível que as mulheres, após terem se tornado mães só tenham as seguintes opções: parar de trabalhar, abrir um negócio próprio ou sucumbir a toda e qualquer pressão no ambiente de trabalho para não perder o emprego e tentar conquistar “respeito”.

Vejam, se a educação da criança não der certo no futuro, a mãe será culpabilizada por todos: “também, deixou o filho abandonado”, “só pensava em trabalhar”, “largou com a babá”, e tantos outros julgamentos. Ou seja, a conta não vai fechar nunca.

Essa youtuber https://www.youtube.com/channel/UC8t_vJsGzOERkFdanDKTDhw é famosa por fazer vídeos que tratam com alguma leveza sobre o tema e isso “é um grande passo para a humanidade”, como já disseram por aí. Tem muita coisa que ninguém te conta, é preciso que as pessoas sejam mais francas, que as conversas aconteçam, que entendam que é preciso ceder, que TODOS sairão ganhando num mundo com mais empatia.

Eu, sempre que posso, faço esse duro papel: mostrar as maravilhas e as agruras da maternidade, para qualquer pessoa que tenha interesse em ouvir. Não adianta romantizar tudo, há que se discutir como as mães estão inseridas no mercado de trabalho e como ele muitas vezes é cruel. É preciso entender que as mães PRECISAM (e QUEREM) acompanhar o desenvolvimento dos seus filhos e que não é por isso que ela vai deixar o restante para trás (os pais tb querem e precisam, mas isso é tema para outro post).

Nos últimos anos, mesmo trabalhando feito louca, com equipe e responsabilidades enormes dei o sangue para conciliar todos os papéis. Tinha um chefe que felizmente era pai e, portanto, compreendia melhor a minha situação de mãe, mas sei que tem muito mérito meu na questão de estabelecer limites e prioridades na minha vida. Confesso que era muito exaustivo: é como se você tivesse que provar a cada segundo que é possível, não é um processo natural, ninguém te da de graça essa condição. Muitas vezes o julgamento é velado, não explícito. Muitas vezes o julgamento vem das próprias mulheres, mães ou não, que “sucumbem ao sistema” e que não apoiam a “rebeldia” das que tentam trilhar outro caminho.

Fico feliz por ter inspirado algumas pessoas ao meu redor — quantas vezes fui questionada por outras mães no meu trabalho ou do meu convívio social sobre como eu fazia para dar conta de tudo. Adoro falar sobre isso e incentivar que tomem as rédeas de suas vidas, para não se sentirem frustradas ou pressionadas pelas enxurradas de julgamentos a cada dia. Fico ainda mais feliz que hoje em dia tem muita gente levantando bandeiras, falando a verdade como ela é, tirando as pessoas da inércia, fazendo-as refletirem sobre o porquê das coisas estarem como estão. E o principal: ajudando as pessoas a se libertarem das amarras, dos pré-conceitos. Aproveite, é de graça!

‪#‎inspirando ‪#‎questione ‪#‎mudeoquenãoestábom ‪#‎arrisque‪#‎confienasuaverdade

Like what you read? Give Paula Teofilo Iavelberg a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.