sentindo tudo junto e misturado!

48 dias, 1152 horas, 69120 minutos de espera para dar um passo à frente. 48 dias para o primeiro grande investimento de uma vida de 19 anos. 48 dias e eu já me pergunto: por quê eu estou aqui chovendo emoções nesse mundo de gente seca? Será que eu não posso, por míseros 48 dias, deixar fluir? Eu JÁ estou praticamente “pronta” ao “nevar” meus sentimentos. Até onde eles podem chegar? 48 dias e a minha cabeça já não está mais no “feijão com arroz”… 
O que eu sei é que o que eu quero é agarrar essa oportunidade tão forte, mas tão forte… E é vivendo essa incessante busca de encontrar meu estado pleno, que quero dar boas-vindas a esse mundo sem estereótipos ou preconceitos, quero uma chance de conhece-lo. Vou para um choque de realidade espelhado na discrepância entre o Rio de Janeiro e Kingston. Vou sem me programar muito: as energias fluem nas direções certas -e a vida já me provou isso das maneiras mais lindas-. Carrego comigo muita gratidão. Afinal, o que é uma ideia sem aqueles que a incentivam? Mas é claro que também levo o medo, inseguranças, mas poucas expectativas, como ando vivendo… 
Eu só espero uma coisa para daqui sete meses: que a minha casa tenha o mesmo cheiro e esteja sobre a mesma proteção do Zeca. Que meu pais continuem me guiando e me transbordando de suas manias doces e esquisitas e meus amigos continuem me esperando para mais uma e “vai que vai”. Enfim, que o “feijão com arroz” tenha o mesmo gosto quando eu voltar. E que essa incrível vivência sirva como um tempero único e complementar pois, já diria Terry Prattchet: “coming back to where you started is not the same as never leaving”.

12 de Novembro de 2015