Olá J&J,

Meu nome é Paula e eu vim contar um pouco da minha história, de quem eu sou e quem eu quero me tornar.

Gostaria de começar contando que até agora as minhas maiores conquistas estão relacionadas a minha vida acadêmica. Primeiro, aos 14 anos ingressei através de um processo seletivo no IF onde tive a oportunidade de cursar o ensino médio e técnico em edificações. Esse período foi marcante, porque ao contrário de escolas tradicionais, o controle sobre o aluno é baixo, propiciando liberdade e consequentemente exigindo um amadurecimento rápido. Além disso, o ensino técnico alia o conhecimento teórico e prático, obrigando o aluno a colocar literalmente a mão na massa. As aulas práticas foram certamente as mais marcantes, pois além de me obrigar a sair da zona de conforto, eram nelas que a turma toda trabalhava como um único grupo, cada um contribuindo com o seu melhor em prol de um único objetivo.

Eu sou uma das cabecinhas no meio do telhado

Em seguida, a minha próxima conquista foi o ingresso na Universidade Federal no curso de Arquitetura e Urbanismo, no qual eu me formei. Esse período não foi contínuo, na metade do curso eu tive a oportunidade de fazer um intercâmbio pelo programa Ciência sem Fronteiras, que me levou até o Canadá onde frequentei a Universidade de Toronto por 16 meses. Esse intercâmbio foi, com a mais absoluta certeza, um dos períodos de maior aprendizado e amadurecimento da minha vida, e não somente pela oportunidade acadêmica incrível que é estar em uma das melhores universidades do mundo, mas porque a experiência que me tirou totalmente da minha zona de conforto. Até então eu tinha sempre morado em casa com os meus pais, e por mais velho e responsável que um filho possa ser, sempre vai ser filho e ter mordomias, pelo menos por aqui sempre foi assim! Então pela primeira vez tive que controlar sozinha todos os aspectos da minha vida, em um lugar novo e longe de todo o suporte que eu conhecia. No final da primeira semana, eu estava completamente exausta de simplesmente gerenciar todas as minhas necessidades, mas incrivelmente feliz de provar para mim mesma que sim, eu era perfeitamente capaz.

Primeira semana de intercâmbio: aprendendo a patinar e pagar as contas

Considerando todo esse período de formação pelo qual passei na universidade, eu diria que o maior aprendizado que eu tive no curso de Arquitetura, foi aprender a pensar desde o micro até o macro, sem perder de vista qual é o objetivo final. Na Arquitetura e Urbanismo, precisamos especificar os menores detalhes, aqueles que permitem a mais perfeita execução do produto final. Mas também precisamos planejar cidades e esquecer temporariamente o detalhe e avaliar o produto com um todo. E não importa se planejamos um móvel ou o desenvolvimento de toda uma região, o objetivo deve ser sempre atender as necessidades do usuário, aquele que efetivamente vai se beneficiar do nosso trabalho.

Claro que minha vida e a minha formação não se resumiram as experiências que eu tive dentro das escolas e universidades que eu frequentei. Durante todo esse período eu busquei experiências diferentes que pudessem complementar o meu aprendizado e ampliar a minha visão de mundo. Dessa forma passei por estágios, onde trabalhei majoritariamente dentro de escritórios; por atividades de extensão, onde mais uma vez sai do meu território conhecido e passei a frequentar áreas precárias da cidade, onde além do contato com um modo de viver diferente do meu, conheci pessoas com realidades muito difíceis e aprendi a escuta-las sem pré-julgamentos; e atividades de pesquisa, no Brasil e Canadá.

Sobre as pessoas que me acompanharam nesse período, eu acredito que elas me descreveriam como uma pessoa focada e que costuma tomar iniciativa. E também organizada e exigente, com os outros e comigo mesma. Quanto essa última parte, a minha irmã diria que eu sou é uma chata, mas isso é só porque eu sempre sei quando ela mexe nas minhas coisas e não coloca no lugar certo!

Deixando de lado agora a minha formação e as experiências que eu tive ao longo desse caminho, vamos aos hobbies! Eu não poderia deixar de citar primeiro a minha paixão pelos livros, afinal essa é definitivamente a mais antiga delas. A memória mais antiga que eu tenho, daquelas que a gente tem certeza que não foi alimentada nem por fotos e nem por algo que alguém nos contou, é de ir conhecer a minha irmã no hospital quando ela nasceu. Nada a ver com livros, pois é, eu sei! Mas, a segunda mais antiga, aconteceu alguns meses depois, quando eu passei por uma cirurgia e meu pai prometeu me dar um presente quando eu acordasse, e o presente foi uma pequena coleção composta por cinco fábulas infantis. A coleção não era completa, então toda vez que eu passava por uma livraria eu implorava pelos outros livros, até finalmente completar a coleção. Então passei a pedir por outros, outros, e mais outros. E assim foi, e assim está sendo.

Quem é apaixonando por leitura, com certeza vai se justificar dizendo que é uma forma incrível de viajar e conhecer o mundo sem sair do conforto do seu sofá. Pois bem, concordo plenamente, mas eu também amo sair do sofá e ver o mundo real e com meus próprios olhos. Sempre viajei com a minha família, mas foi somente aos 15 anos que eu andei de avião pela primeira vez, foi quando eu troquei uma festa de aniversário para viajar para longe! Hoje, não me importo se é para longe ou para perto, desde que eu vá para um lugar que me propicie novas paisagens, novos sabores e novas experiências.

Amanhecer no Salar de Uyuni — Bolívia (minha viagem mais recente)

Para concluir, eu escolhi participar da seleção de Trainee J&J, porque apesar de gostar e me interessar por arquitetura, eu percebi que essa área não iria me propiciar a carreira que eu busco. Gostaria de trabalhar em uma empresa motivadora, que possui metas e objetivos, mas que além dos resultados foque no desenvolvimento dos funcionários e seus produtos. Quero fazer parte de um trabalho que tenha impacto global e na vida das pessoas.