Sobre respirar.

Às vezes eu esqueço de respirar.

A nossa vida só pode ser vivida pela gente, óbvio. Ninguém vai, pode ou deve te dizer como viver.

E mesmo assim, a gente fica tentando se provar o tempo todo.

Por que a gente insiste em agradar todo mundo, em dançar conforme a música, em querer ser ombro quando se quer colo, em pagar de legal quando a última coisa que você tem a oferecer é simpatia?

Agradar todo mundo traz desagrado, pra melhor pessoa que existe, você mesmo.

As pessoas se mantem infelizes em relacionamentos que não existem mais, só pra agradar o outro, sem pensar que tá se machucando.

As pessoas entram em relacionamentos só pra agradar a outros e ambos acabam se machucando.

Outro dia conversando com amigas surgiu algo como “será que devo fazer isso?” E em seguida uma resposta “espera uma hora”.

A sua vida é aqui e agora, por que não fazer o que se tem vontade?

A exigência do corpo perfeito, da plenitude, do cabelo bonito, da pele boa, a alma serena, a terapia em dia, o relacionamento de novela, o casamento na praia, saber qual seu mapa e o do coleguinha e o que isso significa em ambas as vidas, nos faz esquecer sabe de que?

De respirar.

Tamanha loucura, esqueci de respirar.

A correria tá grande, esqueci.

Tô fazendo algo que odeio, esqueci.

Queria ser direta mas ele tá de jogo, esqueci.

As coisas poderiam ser diferentes, esqueci.

Então esquece, mas esquece essas bobagens, o protocolo,

o “jogo”.

Te deu vontade? Achou legal? Deu saudade? Bateu loucura? Precisa de colo? Se arrependeu? Quer de novo? Tentar algo novo?

Respira e vai.

Faz.

Se seu respirar te tornar egoísta por priorizar você, seja.

Mas não se adia.

Você só vai se sentir vivo se respirar.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.