O mundo do outro.

Dinheiro, poder, títulos da academia, posição, status e beleza.
Tudo isso muda muito as pessoas e desperta a avareza.
Não é novidade.

No mundo de hoje principalmente,
é muita gente sendo e pouca gente sendo decente
Isso quer dizer muito copo cheio e bebo moribundo,
a triste perda dos valores a troco de coisas do mundo.

Muita gente boa, se perde dentro de si mesmo
quando tenta se encontrar, já não é mais o mesmo
Precisa do outro para existir.
Trocando em miúdos, cada um com seu elixir.

E cada viciado, químicos ou sociais,
trazem dentro de si dramas especiais
só deles e na cabeça deles faz sentido
Trocar um irmão, perder um amigo.

Todos nós temos os nossos vícios.
Alguns um pouco mais prejudiciais
Mas sempre, o do outro, parece mais.

E assim vamos apontando o dedo pra todo lado.
Fala do que fuma, que fala do que ta calado
fala do que bebe,
fala do que trabalha de mais,
fala do que só pensa em dinheiro e nada faz,
que fala do que só vive na praia,
que fala do rabo de saia,
fala do marombeiro,
da piriguete,
do playboy,
da gordinha e da Ivete,
fala da cheia de espinha,
do cabelo “ruim”,
fala que é branca e magrinha,
que fala da negra, do japinha
fala que é pobre mas é limpinha,
fala do rico que fala do ladrão,
do político ao cafetão,
do avarento,
do médico e da médica,
do enfermeiro de plantão,
do gay, da lésbica e do viadão
do humorista, do travesti,
da hebe, da xuxa e do didi,
do papa, do pastor, do bispo
de deus e do diabo.
A lista é longa, mais longa que mal olhado.

E eu aqui, falando de todo mundo,
onde boto olho, até no espelho, fico é espantado.
Mesmo rimando no final de um reflexão,
acredito que no mundo há solução:

Beatles já cantou, john lennon falou,
Ghandi fez,
Buda disse
Jesus atestou: all you need is love.
E tudo que se precisa, no final, é amor.