Os nerds e criativos vão envelhecer.

uma geração de quarentões e cinquentões criativos está nascendo

A primeira geração digital, os nascidos no final dos 70 e início dos 80, que viu a internet nascer, vai chegar e passar dos 40 em alguns anos.

E isso vai mudar um o jogo.

Designers de 50 anos? Programadores de 60 anos? É um tabu e coisa rara nos ambientes criativos de hoje.

E com a tecnologia gerando hubs criativos, cabeças brancas são esperadas em funções gerenciais… mas cada vez mais veremos coroas em funcões de garotões.

Pouco se fala sobre isso pois para muitas profissões criativas se espera um crescimento vertical, como em corporações. Exemplo: designer vira diretor de arte, depois vira diretor de criação e termina montando sua agência/studio.

Programador junior, vira pleno, senior, vai para gestão e depois monta sua startup/house…

Há um problema nessa presunção.

Ela gera uma pressão na maioria dos profissionais em atrelar sucesso profissional/pessoal a essa dinâmica.

Com os salários baixos, ambientes estressantes para a maioria da área criativa, muitos tentam subir essa escada imaginária.

Mas o que os criativos, em sua maioria, esquecem é que o final dessa jornada nem sempre é recompensador. Você pode ter mais dinheiro mas vai estar realizando tarefas cada vez mais burocráticas. Gerir processos e pessoas é complexo, pois a maioria imagina fazendo isso num ambiente ideal e a realidade é desafiadora.

Muitos criativos vieram de classe C, B e A. E isso também gera pressão ao ver os amigos/conhecidos com suas empresas ou concursos… o dinheiro vai pesar e o profissional criativo que passa dos 40 vai imaginar que falhou em algum momento e vai tentar voltar para a escada, mesmo sem gostar tanto assim de dinheiro, mesmo sem gostar da área administrativa… E ao fazer a primeira tentativa em subir a escada e falhar, vai viver uma relação de amor e ódio com o próprio ofício.

Te digo pois conheço muitos criativos em vários países com o mesmo problema e se você pesquisar online, tem vários relatos de pessoas que subiram na escada, chegaram lá e descobriram que não era aquilo que queriam.

Então os criativos quarentões,cinquentões e sessentões vão aparecer cada vez mais.

Por isso, a responsabilidade de quem está a frente de empresas ou mercado em quebrar o esteriótipo do profissional criativo jovem, recém formado nos 20 e poucos anos.

Os próprios criativos tem que entender que há um caminho além dessa escada, o crescimento horizontal é um deles.

Isto é, amplia-se o conhecimento em áreas diferentes, se experimenta novos caminhos profissionais e approach no mercado. Vira-se freelancer, criam-se produtos, inventa-se serviços…

A vida como profissional criativo é recompensadora. Mas é preciso evoluir o mercado. Evoluir a forma de pensar carreiras, é preciso criar ambientes inclusivos e principalmente, é preciso que fique claro que modelos de negócio na indústria criativa são como rios que vão mudando, derrubando florestas, quebrando pedras e também fazendo florescer paisagens inóspitas.

Aos amigos criativos, lembrem-se que essa ideia de dinheiro/sucesso… é um sofismo dos que criam espelhos de realidade.

Blockchain, cryptocurrency, co-workings, Tesla… o mundo vai mudar o dinheiro. e dinheiro é como a gasolina do carro. Não é sobre ter mais gasolina. é sobre para onde estamos dirigindo. é sobre se perguntar: será que dá para chegar lá num carro elétrico?


Sobre o autor:

Sou CEO e fundador da Trakto, plataforma para criação de incríveis materiais de marketing em poucos cliques: www.trakto.io
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