Prazer, pó!

Eu queria parar de pedir desculpas

por ter um coração que sente tudo tão profundamente

já me disseram que isso é um presente

mas é porque vocês não estão vendo o meu.

Banhado ao vermelho, eu choro

porque eu queria parar de pedir desculpa

e queria parar de sentir a culpa.

Em devaneios eu clamo pelo sono

pra “fugir daqui”

E nesse emaranhado de pensamentos,

a minha cabeça vai fazendo seus nós,

mas o nós que eu queria já foi.

Não consigo desamarrar

Só se eu cortar.

Mas esse é a grande questão:

“e se eu cortar o nós e só ficar ele?”

já dizia Clarice Falcão:

“O meu desespero
É que quando acaba
Você fica inteiro
E eu fico o pó”

Prazer, pó.

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