Sobre ser salvo da ignorância

Há grandes homens que fazem com que todos se sintam pequenos. Mas o verdadeiro grande homem é aquele que faz com que todos se sintam grandes.

Por tempos valorizei o que o senso comum chama de educação. Estava contaminado com o vírus do politicamente correto, da falsa consciência social, da relativização; me portava como fã incondicional da modernidade. Até que conheci o trabalho de G. K. Chesterton…

Minha cabeça virou completamente. Como eu poderia ter passado tanto tempo sem conhecê-lo?

Chesterton me levou a unir todas as pontas soltas que haviam em minha mente. Me fez querer afastar de vez da vida rasa que os autores modernos propõem.

Falo de um gênio que debateu de forma brilhante as ideologias surgidas no século XX: o materialismo, o determinismo científico, o agnosticismo, o relativismo moral. Que combateu tanto o socialismo quanto o capitalismo, mostrando que ambos têm sido inimigos da liberdade e da justiça na sociedade moderna.

Tratava da simplicidade com uma tremenda sofisticação. Defendia o homem comum e o bom senso. Defendia o pobre, a família, a beleza, a fé cristã. Temas que os chamados intelectuais, a mídia e os burocratas da educação tanto desprezam.

É esse o motivo que o faz ser desprezado pela maioria. O mundo moderno prefere os escritores arrogantes, com posicionamentos bizarros, que exaltam a decadência moral, que ridicularizam a fé, que negam a dignidade dos pobres e que afirmem que a liberdade não implica em profunda responsabilidade.

Me perguntei porque Chesterton não é ensinado nas escolas. A resposta me veio rapidamente: “Os ditos intelectuais preferem ignorar suas ideias, do que combatê-las, porque debater com ele é o mesmo que perder”.

Esses dias disse para um amigo que se um ateu ler Chesterton, e entender, acabará se rendendo à fé. Se um socialista ler Chesterton, e entender, vai abandonar sua ideologia de vez.

Me sinto vivo quando o leio, e lembro sempre de um de seus pensamentos:

Só uma coisa morta segue a correnteza. Tem que se estar vivo para contrariá-la.

Sinto-me incapaz de escrever sobre sua figura, mas escrevo pela incapacidade de não mostrar gratidão.

Quer ser salvo da ignorância? Leia o homem sobre o qual acabei de falar.