O espírito de corpo

O Brasil tem se inovado politicamente nestes quatro últimos anos. Artistas, cantores, filósofos e militantes têm se aperfeiçoado em defender “sua causa” e suas “ideologias”, seja via mídia social, imprensa escrita e falada. Todos se caracterizam pela desqualificação do pensamento de seus oponentes. Sim oponentes, porque pensar diferente leva a presunção alheia de que “se é inimigo”. Coxinhas. Pão com mortadela. Ódio à classe média. Desejos de censura à internet, território sem lei que leva ao inferno.

Tenho profundo apreço pela Justiça, em especial pela justiça personalizada na figura de Sérgio Moro, justiça federal que passou a ser chamada de República de Curitiba. Oras bolas, todo juiz não devia agir como Sérgio Moro? Nem tanto ao céu, nem tanto à terra, o fato é que juízes, tal qual políticos, possuem suas predileções ideológicas e muitos deles a predileção pela vil moeda…

Renam Calheiros veio à público e chamou juízes de primeira instância de “juizecos”, a grita foi geral no STF, mas um juíz do STF chamou o juiz Sérgio Moro e a Polícia Federal de bandidos… Fiquei sem entender bem, afinal a presidente do Supremo, Excelentíssima Presidente Cármen Lúcia não teve a mesma reação que teve contra o presidente do Senado.

O estado do Rio de Janeiro está com “as calças” nas mãos e passa a sacolinha, depois de tanta isenção tributária, principalmente ao segmento das pedras preciosas e jóias, achou por bem impor ao funcionalismo público carioca a salvação das contas do governo estadual. Pasmem, Cármen Lúcia cassou a liminar que impedia o confisco do salário do servidor público.

Que saco é esse? Não sei, mas farinha é a mesma e o espírito de corpo impera no Brasil do ontem, do hoje e do amanhã, porque desde criança ouço dizer que o Brasil é o país do futuro, temo que o futuro já tenha chegado e nós deixamos a carruagem passar, resta-nos portanto, ladrar.

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