A máquina do tempo existe. E com certeza você já usou e não notou.

Todo mundo fantasia a existência de uma máquina do tempo. Os filmes já tentaram reproduzir isso. Mas, o que ninguém sabe é que essa traquitana já existe.

Que me perdoe o DeLorean e todos os seus fãs. Essa máquina é muito mais simples. E já existe tem um tempão. Não precisa de um raio pra funcionar. Na maioria das vezes, só precisa de uma tomada. E nos casos mais raros, precisa de um disco, uma agulha e uma vitrola.

Sim, a máquina do tempo se chama música. Ela tem o poder de levar a gente pro passado.

Já aconteceu com vocês de um (a) ex-crush ter uma música favorita e você tomar raiva depois? Não é por culpa da música, é por culpa das lembranças.

No meu caso, a música sempre me transporta para memórias vivas. São sentimentos bons que continuam aqui guardados. E com um simples play tudo volta.

Para melhorar a sua experiência, coloca essa música pra tocar e leia o texto. Te garanto que vai ser bem melhor.

Acordo em um típico domingo na minha casa. Devo ter no máximo uns 12 anos. O som está alto. As taças que estão dentro do armário tremem. Tem funk, soul e samba do bom rolando. No começo, fico um pouco bravo. Queria dormir um pouquinho mais. Sabe como adolescente é. Mas levanto e vou ver o que tá acontecendo. Enquanto estou indo pra cozinha, que não é muito longe pois moramos em um apartamento modesto, dá pra escutar a minha mãe sorrindo e fazendo a comida. O feijão preto com carne seca está cheirando bem. No meio do caminho, encontro o meu pai procurando mais um vinil. Só ele sabe onde estão os discos e onde as músicas estão. “Lado B e são três minutos e dez”… Em seguida, vem uma risada daquelas de quem sabe o que está fazendo. Desde pequeno invejo a memória do meu pai. Continuo indo pra cozinha e encontro minha mãe com uma latinha de cerveja nas mãos e um sorrisão no rosto. Eu sorrio de volta e dou um abraço de bom dia.

Já passam das 14h e nada do almoço. Afinal, quem liga pra isso em um domingo? Depois de um monte de funk pesado e aqueles sambas sacanas do Dicró, o clima fica romântico. Meu pai saca um vinil do George Benson e ajeita gentilmente no seu som antigo (que é o mesmo até hoje, acredite.) Sabe aquela cena de filme que os pais dançam na sala e os filhos ficam assistindo? Acontece isso. A música avança. Imagino que essa dança aconteceu também na época que eles namoravam. Dá pra sentir o amor no ar, sabe? Dá pra sentir aquele clima de família, de união.

Eu nunca fui atrás dessa letra. Na verdade, nunca quis saber do que se trata. Pra mim, sempre foi e sempre será uma canção de amor perfeito. Era assim que eu via os meus pais.

São momentos da vida que passaram, mas que tiveram uma trilha sonora perfeita. Às vezes, acho que a vida é um compilado de clipes, onde os momentos mais importantes são eternizados por fusas, semifusas e harmonias.

Tem sempre um lugar onde a sua máquina do tempo vai te levar. Tem sempre uma música que vai te lembrar alguém ou até mesmo uma situação. As melodias que entram pelos ouvidos, muitas vezes vão parar nos olhos.

Tem gente que lembra de um ex-amor. Tem gente que lembra de um cachorrinho antigo. E tem gente que lembra de uma festa marcante. O bom é que essa máquina do tempo chamada música não tem regras. Ela funciona diferente para cada pessoa. E cada pessoa tem aquele filminho ativado por algumas notas musicais.

Espero que essa história tenha te inspirado a voltar no tempo. Existem sorrisos que ficaram perdidos e vale muito a pena lembrar de todos eles.

E você? O que ativa o seu DeLorean interno? Qual música que te faz lembrar dos momentos mais importantes da sua vida? Não fique com vergonha e compartilhe nos comentários. E se gostou do texto, clique no ❤ e faça esse texto chegar para mais e mais pessoas.

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