A primeira vez que Deus apareceu para mim foi em forma de dever de casa.

Tenho na minha cabeça que Deus não é uma pessoa séria. Se for homem é um brincalhão. Se for mulher é uma fanfarrona. Se for genderfluid, aí eu não sei como descrever. Mas discordo de gente que fala que Deus é uma pessoa durona.

A primeira vez que nos falamos foi em uma situação engraçada. Eu não tinha nem uns 10 anos. Porém, lembro de tudo o que aconteceu.

Sempre fui uma criança normal. Nem tão elétrica e nem tão calma. Mas acredito que não dei trabalho para os meus pais. E por ser normal, não tinha vontade nenhuma de fazer dever de casa.

Certa vez, a “tia” passou aquele dever gigantesco. Ela avisou pra turma toda que iria cobrar na outra aula. Eu decidi ignorar e fui brincar como se não houvesse amanhã.

No outro dia, acordei desesperado. Já sabia que ia tomar o famoso bilhetinho e minha mãe não ia aliviar. Foi quando apelei para a figura divina. Entrei no transporte escolar e comecei a rezar. Rezei tudo o que eu sabia e não sabia. Quando estava chegando perto da escola, veio uma paz no meu coração. Parecia que tudo ia dar certo. A professora entrou na sala, fez a chamada e por um momento acreditei que não iria olhar a tarefa. Vitória do povo de Deus. Quando, num movimento rápido, algo despertou dentro dela e a lembrança da tarefa apareceu. Já era. Parece que todas as minhas orações não deram certo. E aconteceu o esperado: tomei o bilhetinho e em consequência um esporro monstro da minha mãe.

Não sei porque essa lembrança apareceu na minha cabeça, mas foi um dia desses que consegui ver o aprendizado disso tudo.

Deus nos dá lições. E essas lições, na maioria das vezes, são vivências. É uma relação próxima de pai pra filho. Na maioria das vezes, achamos que é pura maldade. Mas, tem muita coisa que aprendemos só quando passamos, né?

Imagina se por um milagre a professora não olha o dever? Imagina qual seria o rumo da minha história? Com certeza, estaria dependendo de Deus todas as horas. Não ia ficar legal ter que me ajoelhar todas as vezes que um trabalho aparecesse.

Hoje, conto com Deus todo momento. Mas, de um jeito diferente. Peço forças e inteligência para fazer tudo o que preciso. Não estou falando de religião, falo de espiritualidade. Conto nos dedos as vezes que fui na igreja.

Deus é brincalhão. E como todo amigo sacana, Ele não perde a oportunidade de ensinar coisas importantes de um jeito nem tão tradicional. É preciso ter humor para enfrentar a vida. Se o nosso criador brinca, quem somos nós para vivermos amargurados?

Já teve alguma experiência assim? Conta aí nos comentários. E se gostou não esquece de deixar aquele ❤ aí embaixo. Até a próxima. ;)

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