Qual legado deixaremos?

Como todo bom gaúcho sempre enalteci as qualidades do meu Estado, sempre fechando os olhos para os problemas de toda ordem aqui existentes. Não bastasse isso, falar mal do Brasil e invocar o separatismo estavam sempre no mesmo parágrafo.

Pois bem, face aos últimos acontecimentos no cenário político, tanto no Rio Grande do Sul, quanto no Brasil, foi como se uma centelha de evolução de pensamento se acendesse me fazendo enxergar as coisas de outro jeito.

É fato que o RS não é o melhor Estado da nação e isso pode ser visto olhando os mais diversos indicadores. Começando pelo IDH, que mede a qualidade de vida usando fatores como renda, escolaridade e nível de saúde, que nos deixa no 5ª colocação (veja aqui). No PIB per capita não é diferente, ficando também em 5º lugar (veja aqui). Talvez estejamos em melhor posição em matéria de beleza feminina ou como bons anfitriões, o que não ajuda muito.

Voltando à situação política, no último ano vi despertar em mim um interesse sem precedente por esse tema (algo que abominava até então), talvez motivado pelo fato de ter uma filha e começar a pensar no futuro que quero pra ela.

Quão triste é perceber que estamos indo à bancarrota enquanto país, sem contar o Estado, que já chegou lá, vendo nossas instituições ruírem. Quantos “ãos” ao mesmo tempo estão corroendo, como ferrugem destruindo o ferro, de dentro pra fora, instituições tidas como sólidas.

Diante disso tudo fico pensando no legado que ficará para minha filha, em que tipo de país ela viverá. Sair daqui e ir para um lugar “pronto” não é mais uma opção. Ficar e lutar pela perenidade do que conquistamos é a única alternativa que existe.

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