Procura-se a minha realidade 

só não pago com amor, porque ele se foi nesse texto


Um mar que adentra a minha vida

Um (a)mar que adentra a minha vida

O que eu posso fazer para acabar com essa coisa, esse sentimento, tão sedento quanto o mar que secou dentro de mim? A fuga da realidade não convém, a minha realidade já fugiu faz tempo, e se alguém vê-la, por favor traga a maldita de volta — talvez ela seja meio chatinha.

Acordei com um um raio de sol que insistia em entristecer o meu olhar — não que ele não estivesse entristecido há muito tempo. Ninguém se sente mais velho ao acordar em seu aniversário, só nos sentimos mais velhos ao acordar dos nossos sonhos, olhar para o céu e não querer mais nada. Os pormenores de uma flor rosada, as delicadezas das cores em um quadro simbolista e a sua voz, essas são as coisas que ainda me fazem acordar e saudar o raio de sol, o felino que narra as minhas noites e aquela xícara de café.

Estou em silêncio em relação aos prazeres. Você, com os seus olhos doces e lascivos, por favor, termine com o meu sofrer. Eu sei que nunca irá ler esse texto, e ser ler debochará, mas eu sou obrigado, por conta dos meus cinzentos dias, a amar-te e escrever-te.

Agora termino, termino por falta de amor.


aos 17 anos em que o seu brilho me nublou

aos meus malditos 17 anos.

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