Entre o céu e o inferno, um pouco sobre amamentação

Aqui vai o post que escrevi no dia 18 de julho, quando completavamos 2 meses de vida. Naquele momento a minha principal vitória foi conseguir amamentar sem dor, sem lágrimas e de uma forma que eu pudesse descansar um pouco.

Café com leite e amor :)

Outra surpresa da maternidade foi descobrir que amamentar nem sempre é fácil (na verdade quase nunca). É um processo lento e que exige muita calma, paciência, acolhimento e amor.

Se a mulher não tiver o apoio INCONDICIONAL do parceiro e da família — que a tranquilizem e respeitem seu espaço/tempo — é muito difícil conseguir amamentar um bebê, isso porque é muita coisa que passa na nossa cabeça nesse momento, muita pressão, cansaço, hormônios locões, bebê que chora, etc. Então se o ambiente não proporciona o mínimo de sossego pra mulher, certamente ela terá muitos problemas para amamentar (desde a produção de leite até a impaciencia de continuar persistindo).

E há essa altura eu nem vou dizer o quanto é importante o leite materno para os bebês — alimento exclusivo até os 6 meses, como recomenda a OMS. Especialmente pq além de toooodos os benefícios físicos, motores e de saúde, pra mim o que mais pegou foi e tem sido, sem dúvida, a criação de vínculo entre mãe e bebê, algo que demorou um pouco pra acontecer comigo e que é apenas fundamental.

Olha, nem sei explicar a emoção que é olhar seu filho crescendo e engordando dia após dia, graças ao seu leite, ao seu corpo. Cara, quanto poder nós mulheres temos, quanto poder!!!!!


[2 meses — persistência]

"Hoje marcamos mais um ciclo na nossa agenda da vida. Sao 60 dias de altos e baixos, vividos intensamente um à um. Que dias e QUE NOITES amigueenhos.

Amamentar deitada foi uma das melhores descobertas do mundo ❤

Muitas coisas marcaram esse segundo mês. Uma das mais importantes pra gente é o que representa essa foto — feita recentemente pela minha mãe — sono e amamentação.

Quando uma criança nasce suas únicas atividades são basicamente mamar, cagar e dormir. Parece simples né?! Noooooottt.
 
Eu, defensora do leite materno em LD (livre demanda), sofri muuuito pra conseguir fazer isso com algum prazer. Os *meus* primeiros dias foram TERRÍVEIS e ate agora a amamentação tem sido um grande desafio. Tenho uma rede de apoio que me deu um super suporte nessa fase inicial, amigas, recém-maes, e minha doula, Gabi Vuolo foram as responsaveis por me dar força pra continuar na luta. O-BRI-GA-DA sem vcs tudo seria muito mais foda.

Outra coisa que foi um marco e divisor de águas no meu puerpério (os primeiros meses de pós parto), foi descobrir que eu podia SAIR DE CASA com uma criança tão pequena. E mais do que isso, era FUNDAMENTAL pra mim e pro Cauê que a gente mudasse os ares.

No sling o bebê se sente como se estivesse na barriga da mãe, fica quentinho, ouve sua voz, seu coração e ainda relembra o balancinho do seu caminhar.. E pra mãe nada mais incrível do que andar grudada com a cria e ainda ter os braços livres!

Foi aí que descobri os milagres do #sling. A criança no começo estranha um pouco, fica nervosa com o nervoso da mãe, mas logo tudo dá certo: persistência.

Também descobri à duras penas, como noites mal dormidas acabam com uma pessoa. E no começo é brutal. Agora consigo amamentar deitada (persistência) o que tem me garantido algumas horinhas a mais na horizontal.

Hoje, 60 dias de muitas descobertas depois, a amamentação tá bem melhor, menos dolorida e MUITO prazerosa (graças tb a uma consultora de amamentação que me ajudou bastante), nós estamos começando a nos entender, a nos (re) conhecer de verdade.

Tempos melhores chegaram! E repito pra vcs a coisa que mais disseram pra mim nos últimos tempos: calma, vai passar. 💕💕 Parabéns pra gente, filho."

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