Subestimaram sua alma de copeiro, perdoe-os

(Foto: Lucas Uebel/Grêmio/Divulgação)

Quarta-feira 25/10, uma noite na qual se esperava muito, afinal, uma semifinal de Libertadores onde tinha-se de um lado um time tido como o exterminador de brasileiros e do outro um brasileiro que carrega em seu DNA o estilo de Libertadores. Barcelona-EQU e Grêmio entraram em campo não só em busca de uma classificação, valia também a manutenção de um legado.

Ultimamente o que mais se falava durante o hiato de um mês entre as quartas de final da Libertadores e as semifinais, era da atual situação do Grêmio; muitos falavam que a equipe do folclórico, Renato Gaúcho, havia deixado de ser aquele time que enchia os olhos dos fãs do futebol, muitas foram as críticas pelas seguidas vezes que o tricolor usou reservas no campeonato brasileiro, entretanto alguns já vinham tentado desmerecer o ano gremista ainda na eliminação para o Cruzeiro nas semifinais da Copa do Brasil, Cruzeiro esse que dois jogos depois se sagraria o campeão do torneio.

A desconfiança sobre o time gaúcho chegou a pairar antes e durante o confronto contra o Botafogo pelas quartas de final da Copa Libertadores. Mas após a classificação essa desconfiança deu uma espécie de amenizada. Eis que lesões assolaram os gaúchos, e novamente os oportunistas começaram a soprar desconfianças e a ventilar que o Grêmio seria mais uma vítima do Exterminador de Brasileiros (Leia Barcelona de Guayaquil).

Então os longos dias de espera passaram e chegou a grande noite, o Grêmio que era “subestimado” por alguns e o Barcelona que vinha bem, mas tinha um apelo um pouco exacerbado por parte da mídia nacional. No início do jogo os donos da casa pressionaram, mas logo de cara o camisa 7 gremista, Luan, tratou de mostrar que o Imortal estava mais vivo do que nunca, para felicidade dos gremistas e tristeza de muitos outros. A orquestra gaúcha que era regida por Luan, continuou a comandar a partida e em cobrança de falta ampliou a vantagem, parecia que o tal exterminador estava sendo aniquilado em seus domínios. Na segunda etapa da partida os donos da casa se lançavam com veemência ao ataque tentando reverter a situação adversa, e o Grêmio com uma frieza invejável se mantinha seguro, na espera da chance de matar de vez a partida. Os seguidos ataques equatorianos por pouco não surtiram efeito, o único problema é que embaixo da meta gremista, havia Marcelo Grohe que durante uma das investidas dos anfitriões, foi como um santo e operou um milagre em forma de defesa.

A partida continuava e o Grêmio só controlava o jogo e esperava a chance parar aplicar o golpe de misericórdia, eis que Edílson consegue uma bela jogada pelos lados do campo e encontra o maestro Luan livre para finalizar e dar números finais a partida, 3x0 Grêmio em pleno Estádio Monumental Isidro Romero Carbo. A vitória teve um efeito muito maior do que só encaminhar a classificação gremista, serviu também para provar para aqueles que tinham esquecido da fama, do DNA, da história de copeiro do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.

Deixo claro que o caminho até o título da América ainda é longo, entretanto jamais podemos duvidar e questionar a alma aguerrida e vencedora de uma instituição como o Grêmio.

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