Os vampiros e o sol

E não é que depois de semanas cinzas e uma chuva borrifada dos céus, o sol, este ingrato, resolveu aparecer? Estamos no verão mais invernal que tenho conhecimento. Até a chuva - que há uns três anos precisou de cacique para entrar na dança - decidiu que era hora de marinar os ânimos paulistas.

Se o calor dessa primeira quinzena de fevereiro não agradou os troianos, o nublado sem-vergonha dos fins de janeiro deixou muito grego em crise de contemplação. E os ânimos, que por aqui já estavam picantes, ficaram ainda mais temperados com o fim do horário de verão.

Que país é esse, que às 8 da manhã já contempla seu povo com suculentas pizzas embaixo dos braços? Não há sol que as seque.

Já que o “Fora Temer” não vai rolar mesmo, ele poderia “estancar a sangria” decretando horário de verão eterno, que nem o laquê de seu cabelo jamais despenteado​. Isso sim seria a agenda positiva do PMDB e sua pinguela pro futuro. Fazê-lo-ia disparar em pesquisas de intenção de voto.
Pra quem duvida, segue o link https://twitter.com/MichelTemer/status/745419669323022336

Mas, porém, entretanto, contanto, todavia, vampiros odeiam sol e caso Temer tivesse a vampiridade de decretar horário de verão ad eternum, geraria uma crise sem precedentes dentro e fora do governo. Talvez restasse menos que 10% de aprovação, inclusive entre seu núcleo duro de homens que acham acaju uma cor bonita para os próprios cabelos.

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